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FMI prevê maior abrandamento económico

Em 2019 e 2020 a economia mundial vai crescer a um ritmo mais baixo do que o previsto anteriormente. Há riscos diversos no horizonte para a estabilidade do sistema como a intensificação das guerras comerciais, o Brexit e a desaceleração da China.
Chris Goldberg/Flickr

Trata-se de um abrandamento 0,2% este ano e de 0,1% no próximo. O Fundo Monetário Internacional corrige assim as perspetivas de crescimento económico para 3,5% e 3,6% respetivamente.

No relatório World Economic Outlook, divulgado esta segunda-feira, pode ler-se que “a expansão global enfraqueceu”. O arrefecimento económico fez-se sentir já em 2018 “especialmente na Europa e na Ásia”. Quanto ao futuro próximo, o FMI considera que os fatores que levam ao abrandamento são a introdução na Alemanha de novos padrões para emissões poluentes de veículos, os possíveis problemas relacionados com a dívida italiana e a contração da economia turca.

O quadro económico global será ainda marcado pelo risco de “escalada das tensões comerciais”, de saída sem acordo do Reino Unido da União Europeia e uma desaceleração da China. Mas estes riscos estavam já calculados na última previsão realizada.

2019 em três riscos

Francisco Louçã

Enquanto as estimativas para a zona euro em 2019 desceram, o crescimento económico dos EUA mantém-se e o do Japão foi revisto em alta de 0,2 pontos percentuais. As economias “em desenvolvimento” vêem também revistas em baixa as expetativas de crescimento para este ano (4,5%, menos 0,2%) mas mantêm as expetativas para 2020 da análise anterior (4,9%).

Mário Centeno comentou estas previsões afirmando que devem fazer “os decisores políticos pensar” nas razões que originaram o abrandamento. Para o presidente do Eurogrupo, os “riscos” enfrentados pela economia mundial “são de natureza política” cabendo por isso aos responsáveis governamentais “tornar claro o caminho para as nossas economias, para as nossas sociedades”.

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