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Fluxo de refugiados que chega ao Mediterrâneo mantém ritmo constante

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que 111.500 migrantes e refugiados foram resgatados desde o início do ano no Mediterrâneo central, a rota marítima entre o norte da Líbia e as costas italianas.

Devido à ausência de respostas para a crise dos refugiados, os resgates na rota do Mediterrâneo central têm mantido um ritmo constante.

A OIM sublinha, no entanto, que houve uma redução no número de vítimas uma vez que em agosto foram contabilizadas 40 mortes, um número inferior às 600 mortes registadas em agosto de 2015 e de 2014.

Apesar deste decréscimo, em termos anuais, o número de mortes aumentou.

Assim, no total, 3.165 pessoas perderam a vida durante a travessia do Mediterrâneo desde o início do ano, ou seja, mais 509 do que nos primeiros oito meses de 2015.

De acordo com a OIM, desde janeiro, 272.070 migrantes e refugiados chegaram à Europa através do mar Mediterrâneo, tendo a grande maioria entrada através de Itália e da Grécia.

desde janeiro, 272.070 migrantes e refugiados chegaram à Europa através do mar Mediterrâneo, tendo a grande maioria entrada através de Itália e da Grécia

Para o porta-voz daquele organismo das Nações Unidas, Joel Millman, a última grande operação de salvamento teve lugar esta semana, tendo sido resgatadas de 7.027 pessoas.

As operações de resgate foram realizadas por embarcações da Itália, Irlanda, Reino Unido e da Noruega, e também por uma embarcação dos Médicos sem Fronteiras (MSF).

Muitas dos refugiados que foram resgatados tentavam atravessar o Canal da Sicília - que separa a ilha italiana da Sicília e a costa de Tunes, naTunísia -, em grupos que incluíam dezenas de botes pneumáticos, enquanto outros estavam a fazer a travessia em pequenas embarcações de madeira e em duas embarcações de pesca de maior dimensão.

A Guarda Costeira italiana continua a realizar resgates diários de migrantes e de refugiados que partem da Líbia em direção à Europa, mas considera que as atuais condições do mar, assolado por ventos fortes que não são normais para esta época do ano, poderão ter levado a que algumas embarcações, tenham decidido adiar a viagem.

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