Fim das “terapias” de conversão sexual em debate no sábado

04 de November 2021 - 19:00

A iniciativa organizada pelo Bloco e grupo parlamentar europeu da Esquerda junta associações, ativistas e especialistas para fazer o ponto da situação das várias iniciativas sobre o tema.

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No próximo sábado, 6 de novembro, realiza-se um dia de debates entre as 10h e as 19h, acerca do fim das “terapias” de conversão sexual, uma prática que começa a ser proibida em vários países europeus, mas que a lei portuguesa ainda permite.

Este ano o Bloco de Esquerda apresentou o seu projeto de lei que reforça a proteção da orientação sexual, da identidade e expressão de género e das características sexuais, criminalizando estas práticas nocivas e ineficazes que atentam contra os Direitos Humanos.

“É absurdo e abusivo descrever estas práticas com ‘terapêuticas’, pois, além de não existir nada para ‘curar', não correspondem a processos mediados por um profissional de saúde, baseados em conhecimento científico e que tenham como objetivo melhorar o estado de saúde de uma pessoa”, pode ler-se no diploma.

A iniciativa terá transmissão online e realiza-se na Rua Marquês de Ponte de Lima 17, perto do Martim Moniz, em Lisboa, com capacidade limitada à lotação da sala. A inscrição para o debate presencial ou online pode ser feita aqui.

O dia de debates terá abertura a cargo do eurodeputado José Gusmão, da deputada Fabíola Cardoso e da jornalista Aline Flor. Segue-se um painel de debate com representantes da ILGA Europa, Projeto Anémona e Ação pela Identidade. Da parte da tarde, o painel com início às 14h vai juntar especialistas portugueses como Gabriela Moita (Ordem dos Psicólogos), Pedro Alexandre Costa (ISPA) e Sandra Saleiro (ISCTE).

Às 16h tem início o painel de debate sobre a situação internacional, com a participação de Terry Reintke, eurodeputada que preside ao Intergrupo LGBTI+, Bastien Lachaud, deputado da França Insubmissa, Maria del Mar García, Deputada da Unidas Podemos, e a deputada bloquista Fabíola Cardoso. O encerramento ficará a cargo do médico e ativista LGBT+ Bruno Maia.