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Fiequimetal insiste na reversão da privatização da EGF

A federação sindical defende a manutenção da Empresa Geral de Fomento na esfera pública "para garantir uma política de resíduos norteada por razões ambientais e pelo interesse público".
Trabalhadores em protesto contra a privatização da EGF.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, o Secretariado da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal) refere-se à entrevista do ministro do Ambiente em que João Marques Fernandes diz que a entrega da EGF à Mota Engil é um assunto "praticamente encerrado".

"Quando o ministro nos receber, poderemos demonstrar-lhe como a privatização está recheada de ilegalidades", declara a federação sindical, acrescentando que "a venda de 95 por cento do capital da EGF foi feita contra as posições tomadas por autarquias locais e por estruturas representativas dos trabalhadores e da generalidade da população servida pelas empresas onde a EGF tem participação maioritária".

Para a Fiequimetal, a conclusão desta privatização "levaria a um aumento generalizado dos preços exigidos aos municípios, com fortes repercussões na vida de milhões de pessoas". E alertam para os planos do consórcio da Mota-Engil (SUMA) para reduzir postos de trabalho, "apesar de o número de trabalhadores ser insuficiente para assegurar um serviço público de qualidade", bem como o aumento da precariedade na empresa.

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