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Ferroviários estão em greve ao trabalho extraordinário

O início da greve obrigou a empresa a alterar escalas, provando que “é possível existir uma organização do trabalho digna e justa”, afirma o sindicato. Trabalhadores também exigem valorização dos salários.
Foto de Diego Garcia

A greve dos trabalhadores do setor ferroviário ao trabalho extraordinário teve início às 00h de dia 3 de maio e termina do dia 17 às 24h, como refere em comunicado o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF).

Esta “é uma das lutas a desenvolver durante o mês de Maio que tem como principal reivindicação a valorização dos salários dos ferroviários”, afirma o sindicato.

Os trabalhadores verificaram que com início da greve “é possível existir uma organização do trabalho digna e justa, já que com a entrada do Aviso Prévio de Greve do SNTSF/FECTRANS, a empresa foi obrigada, na maioria das escalas, a reduzir o serviço para 8 horas e a fazer uma gestão mais cuidada nos cortes de descanso”.

“Com a orientação dos governos, as empresas recorrem insistentemente ao trabalho extraordinário para tentar criar a ilusão nos trabalhadores que têm um ótimo salário, quando é precisamente o contrário”, lamentou o SNTSF, citado pelo Sapo24.

O sindicato vai anunciar “até ao final da semana em que moldes a luta irá continuar”, apelando “à unidade de todos os trabalhadores para as lutas a desenvolver na CP e nas empresas do sector”.

Realizou-se um plenário de trabalhadores do sector oficinal da CP no Entroncamento, que contou com a presença de Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP, onde foram discutidos “os aspetos centrais que se colocam aos trabalhadores da CP em geral e da área oficial em particular, no centro dos quais está a necessidade da valorização salarial”.

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