A Federação Nacional dos Professores (Fenprof), “fazendo eco e associando-se à indignação manifestada por muitos e muitos docentes, não pode deixar de exigir, veementemente, um pedido de desculpas aos professores portugueses, pois estes são profissionais que colocam o melhor de si na sua atividade profissional, com rigor, exigência e resultados que não podem deixar de ser valorizados”, lê-se no comunicado publicado no seu site.
A estrutura sindical considera que “a ausência de um pedido de desculpas seria indesculpável”.
“Com aquela expressão das ‘palavras cruzadas’ do Expresso, pretende-se, inegavelmente, transmitir a ideia de que os professores estão sempre em greve, ficando as sobras para ensinar”, escreve a Fenprof.
A Federação assinala que “os Professores portugueses têm, legitimamente, lutado pelos seus direitos que são também os da Escola”.
“O recurso à greve não é feito sem prejuízos dos próprios professores, mas a greve é também um recurso a que têm direito e de que não abdicarão, apesar das pressões, essas sim, ilegítimas, que sobre eles possam ser exercidas”, escreve.
A Fenprof lembra ainda que “os Docentes, quando fazem greve, quando lutam pela valorização do seu trabalho e da sua condição profissional, também ensinam, dando importantes lições de cidadania”.