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Falta de recursos humanos encerrou temporariamente o serviço de obstetrícia do Hospital de Beja

Entre as 8h00 de sábado e as 8h00 de segunda-feira passada não houve serviço de obstetrícia e ginecologia no Hospital José Joaquim Fernandes, que garante o serviço a todo o distrito de Beja. Sindicato critica falta de recursos humanos: “a anormalidade não pode ser a regra”.

Foram 48 horas entre os dias 1 e 3 de outubro em que o Hospital José Joaquim Fernandes, que garante o acesso à saúde e urgências a todo o distrito de Beja, ficou sem profissionais para garantir o serviço de obstetrícia e ginecologia.

Segundo o Sindicato Independente dos Médicos, o encerramento temporário deste serviço, que foi comunicado pelo Conselho de Administração da unidade hospitalar, deveu-se à “falta de médicos da especialidade de obstetrícia para o preenchimento da escala”.

“O hospital de Beja deu assim indicação para a transferência das utentes que recorressem ao seu Serviço de Urgência de Obstetrícia, solicitando a colaboração do hospital de Setúbal, que, como é bem conhecido, tem vindo a apresentar também problemas críticos e períodos de encerramento”, adiantou ainda a estrutura.

O SIM lamentou o que considera ser “a situação de calamidade em vários Serviços de Urgência do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, criticando o Governo que "nada tem feito para alterar a baixa atratividade do SNS”.

O sindicato exigiu ainda ao Governo que “reconheça o problema e não se esconda na propaganda” e apelou ao executivo e ao Parlamento para que se “invista no SNS e nos seus recursos humanos para inverter a tendência de degradação crescente”.

“A anormalidade não pode ser a regra. Os doentes e as grávidas de todo o país têm direito e devem ter acesso a cuidados de qualidade e em tempo útil”, concluem.

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