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Falsos recibos verdes no Museu do Dinheiro

O Museu do Dinheiro é uma instituição do Banco de Portugal e mantém 5 trabalhadores em funções permanentes com recibos verdes.
Falsos recibos verdes igual a escravidão laboral

Os Precários Inflexíveis receberam um testemunho (em baixo) de um trabalhador do Museu do Dinheiro onde se revela que a instituição, gerida pelo Banco de Portugal e sem problemas orçamentais, mantém vários trabalhadores a recibos verdes apesar de cumprirem horários fixos e terem funções claramente subordinadas.

"O próprio contrato de prestação do suposto serviço parece uma confissão da ilegalidade cometida pelo Banco de Portugal, uma vez que refere que o trabalho é desenvolvido num horário determinado, nas instalações do museu e "sob orientação" do Banco de Portugal" dizem os Precários Inflexíveis.

"O Museu do Dinheiro (Banco de Portugal) abre todos os dias graças ao trabalho a recibos verdes dos assistentes de sala e monitores de serviço educativo. Ou seja, a vigilância das salas e as actividades de serviço educativo são desenvolvidas por cerca de 5 pessoas que, em permanência, ali trabalham sendo pagas a recibos verdes. Duas delas ali trabalham há cerca de dois anos.

Relato a situação dos 4/5 trabalhadores que a recibos verdes, alguns desde meados de 2014 e outros desde Abril de 2016.

Ora, estes trabalhadores exercem funções de:

- Frente casa: recepção e vigilância/assistência de sala;

- Serviço Educativo: são os responsáveis pela totalidade das actividades educativas, visitas guiadas, oficinas, …

- tudo isto num horário das 10h às 18h00, de 4ªfeira a Sábado.

O Museu várias vezes coloca a tónica no visitante e na experiência educativa no museu, principalmente através da sua coordenadora em diferentes entrevistas, o que não deixa de ser paradoxal que essa função primordial deste museu seja desempenhada por trabalhadores em situação de precariedade.

Acresce a estes elementos, um conjunto de outros colaboradores que, externamente, e também a recibos verdes, ao museu vão fazer visitas guiadas e outras actividades do serviço educativo.

Os responsáveis do Museu justificam que o trabalho é a recibos verdes porque o Banco de Portugal não tem capacidade para empregar sem abrir concurso público, mas que os trabalhadores têm de ser funcionários com horário e funções bem determinadas a cumprir, com direito a férias pagas, horário a cumprir das 10 às 18 de 4ª a Sábado.»

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