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Faixa de Gaza: PALESTINIANOS DÃO ULTIMATO

 tanques_gazaMilitantes palestinianos que capturaram o soldado israelita Gilad Shalit deram hoje um ultimato de 24 horas para que o governo de Israel liberte as mulheres e crianças palestinianas presas. O governo israelita anunciou que vai intensificar as acções em Gaza. Observadores dão conta de que os tanques israelitas estão a preparar uma nova incursão em Gaza.
A aviação israelita bombardeou de madrugada a Faixa de Gaza, atingindo três edifícios e ferindo três palestinianos. Gaza é um dos territórios mais densamente povoados do mundo. 

Cerca de 40% da cidade de Gaza está sem electricidade devido à destruição das centrais eléctricas pelos bombardeamentos israelitas.

O governo israelita exige que lhe seja entregue o soldado Gilad Shalit, feito prisioneiro por forças palestinianas. Em troca do soldado, os palestinianos exigem a libertação de 400 mulheres e crianças palestinianas mantidas nas cadeias do Estado judeu.

“Assumo pessoalmente a responsabilidade pelo que está a acontecer em Gaza”, disse o primeiro-ministro israelita Ehud Olmert. “ Quero que ninguém durma de noite em Gaza. Quero que saibam como é.”

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Shimon Peres, anunciou que Israel pretende levar a tribunal ministros e deputados palestinianos presos nos últimos dias por alegadamente serem responsáveis por atentados terroristas.

O cerco a Gaza, os bombardeamentos e a destruição das centrais eléctricas representam mais um castigo colectivo à população civil, uma prática que já é tristemente rotineira por parte do governo de Telavive.

Israel recusa-se a aceitar a troca de prisioneiros, afirmando que “não negoceia com terroristas”. No passado, porém, já fez mais de uma dezena de trocas de prisioneiros. A última ocorreu em 2004, com a organização libanesa Hezbollah.

O soldado israelita pode ter sido apenas um pretexto para a invasão de Gaza. Segundo o próprio jornal israelita Yediot Ahronot, a invasão de Gaza já estava há muito nos planos do Exército judeu.

Gaza continua a ser um território ocupado, onde a força bruta dos tanques e aviões F-16 quer ditar a lei sobre os palestinianos. Qualquer pretexto serve, por isso, a Telavive para atacar a Autoridade Palestininana. Sobretudo a actual, que saiu de eleições que não agradaram aos israelitas.

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