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Faixa de Gaza: 580 ESPERAM CUIDADOS MÉDICOS

Gaza

Há duas semanas que 580 palestinianos estão à espera de cuidados médicos, bloqueados no lado egípcio do terminal de Rafah, que liga o Egipto à Faixa de Gaza. O terminal foi encerrado a 28 de Junho pelas forças israelitas. Segundo a Cruz Vermelha, já morreram, nesta espera, um rapaz de 15 anos e um homem de 68.

Os palestinianos retidos não podem nem regressar ao Egipto nem entrar em Gaza. A porta-voz da Cruz Vermelha no Cairo estimou que entre três a sete mil palestinianos estejam no Egipto à espera que a passagem de Rafah reabra.
Entretanto, o líder político do Hamas exilado na Síria, Khaled Meshaal, afirmou que a vida do soldado israelita será preservada, por ser um «prisioneiro de guerra», mas condicionou a sua libertação à troca com prisioneiros palestinianos. O ministro israelita do Interior, Roni Bar On, mostrou ontem alguma disponibilidade para negociar esta troca de prisioneiros, mas só depois da libertação do soldado israelita capturado pelo grupo palestiniano. «Se o soldado for libertado Israel pode fazer uma nova libertação de prisioneiro, como já fez antes do soldado ser capturado».
Roni Bar On recordou que o primeiro-ministro já tinha posto a possibilidade de libertar mulheres e doentes, no encontro que teve com Mahmud Abbas, na Jordânia. E acrescentou que «essa possibilidade ficou por terra quando se deu o ataque de 25 de Junho, e o regresso do soldado são e salvo tornou-se a prioridade do dia».
No entanto, o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, voltou a repetir ontem, numa conferência de imprensa para correspondentes estrangeiros, que não libertará palestinianos em troca de Shali, o soldado israelita raptado. E garantiu que a operação em Gaza, em que já morreram 50 palestinianos (20 dos quais civis), vai continuar.

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