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Fabricante de novos aviões da TAP assumiu falhas nas aeronaves

Num carta datada de 7 de junho, a que o JN/Dinheiro Vivo teve acesso, a Airbus esclarece que pequenas gotas de óleo libertadas no arranque do motor e o sistema de ar condicionado estão na origem dos cheiros estranhos.
Novo avião A330 Neo da TAP. Foto de Gustavo H. Braga.

Na missiva, enviada à TAP, a fabricante dos novos A330 Neo assinala que “foram reportados dois efeitos diferentes: cheiros pouco comuns e sintomas de desconforto, não havendo uma correlação entre os dois fatores", refere.

"Durante a fase de testes de voo, identificámos que o arranque do motor poderia gerar odores na cabina", avança a Airbus, acrescentando que, numa utilização contínua superior a 100 segundos, "algumas gotas de óleo poderiam ser libertadas no compressor de alta pressão", o que provocaria "cheiro a óleo durante a fase de táxi, descolagem e subida".

"Durante as primeiras fases de serviço, o sistema de ar condicionado foi identificado como outra fonte de odores", escreve ainda a Airbus.

A fabricante assume, contudo que, “apesar destas duas origens terem sido solucionadas, os relatórios indicam que os odores ainda estão presentes", sendo que a empresa não pode “descartar outras potenciais causas para o problema".

A Airbus refere que, "no que diz respeito aos cheiros, foi formada uma 'task force'" e que “as investigações técnicas estão já em curso para explorar uma lista exaustiva de potenciais causas do problema". E acrescenta que "estão a ser adotadas soluções mitigadoras ou permanentes".

No que concerne aos enjoos reportados por tripulantes, que levaram a que o sindicato dos tripulantes de bordo (SNPVAC) ameaçasse avançar com uma greve caso não sejam implementadas medidas efetivas para resolver o problema - continuam por explicar.

"A Airbus está a trabalhar de perto com o operador [a TAP] que registou estes eventos", lê-se no documento.

Os pilotos também já manifestaram a sua preocupação. Numa carta citada pelo JN/Dinheiro Vivo, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil afirma que "tem vindo a acompanhar com grande apreensão" o fenómeno de odores e vapores nos novos aviões.

Nos últimos meses, vários voos da TAP no novo avião Airbus A330 Neo registaram episódios considerados por três fontes como anormais, de má disposição, enjoos e vómitos entre tripulantes e passageiros.

Em resposta a uma questão da TSF, a TAP garantiu em junho que o "A330neo é um avião com todas as certificações", com "total segurança" e com as "cabinas fabricadas de forma a prevenir qualquer tipo de contaminação do ar".

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