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Fábrica de têxteis encerra nas férias deixando 60 trabalhadoras no desemprego

As 60 trabalhadoras da fábrica Remate & Silhueta na Maia receberam, durante as férias, uma carta de despedimento. Apesar da administração dizer que perdeu o único cliente que tinha, as trabalhadoras garantem que não faltava trabalho por fazer.
Fábrica de têxteis no Brasil.
Fábrica de têxteis no Brasil. Foto Adré Borges/ Agência Brasília. Flickr.

Sem qualquer aviso e enquanto estavam de férias, as 60 trabalhadoras da fábrica Remate & Silhueta receberam uma carta de despedimento.

Por esta via, a administração da empresa comunicou que “em virtude do nosso único cliente nos ter informado que a partir do dia 1 de setembro de 2019 deixará de nos dar trabalho, vemo-nos forçados a encerrar total e definitivamente a nossa empresa, por inviabilidade económica.

Deste modo, o seu contrato de trabalho caduca na data de hoje, nos termos do nº 3 do art.º 346.º do Código de Trabalho.”

As empregadas desta fábrica dizem-se surpreendidas. Afirmam que não havia ordenados em atraso ou quaisquer outros sinais de crise. Para além disso, havia ainda muito trabalho para fazer na fábrica. O patrão até lhes tinha pedido para adiar as férias devido ao volume de trabalho existente, segundo conta Marlene Silva à SIC.

Apesar do encerramento, compareceram na passada segunda-feira, dia em que a fábrica deveria voltar a laborar, no seu local de trabalho. Não encontraram ninguém para esclarecer a situação. Nem conseguiram entrar na fábrica para retirar os objetos pessoais que lá deixaram.

As trabalhadoras exigem agora o pagamento do mês de agosto e das horas extra que ainda não tinham sido pagas.

A Remate & Silhueta produzia camisolas e t-shirts de marcas conhecidas. As suas trabalhadoras ganhavam, na sua maioria, o salário mínimo nacional.

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