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Ex-trabalhadores do Madureira’s exigem receber o que lhes é devido

Mais de 50 pessoas foram despedidas do grupo de restaurantes em dezembro. Não receberam indemnização, não foram pagos devidamente por férias vencidas, subsídio de férias e subsídio de Natal. Esta quinta-feira iniciaram um protesto à porta dos estabelecimentos.
Trabalhadores em protesto em frente ao Madureiras. Foto da CGTP.
Trabalhadores em protesto em frente ao Madureiras. Foto da CGTP.

Em dezembro do ano passado, mais de 50 trabalhadores do grupo de restaurantes Madureira’s foram despedidos. O Sindicato de Hotelaria do Norte tem vindo a denunciar que não lhes foram pagos os valores devidos e iniciou esta quinta-feira uma série de “ações de denúncia, protesto e de luta”. O protesto teve lugar à porta de vários das duas dezenas de estabelecimentos da empresa e vai continuar a decorrer durante as próximas semanas.

Os trabalhadores estão a distribuir um comunicado aos clientes em que esclarecem que “as empresas do grupo vivem uma boa situação económica”, que nos últimos anos este “cresceu muito e é bem visível o nível de riqueza dos seus sócios”.

Acusam-no portanto de aproveitamento ao proceder aos despedimento e não pagar “os direitos devidos”. Com isto querem dizer que “as empresas não pagaram qualquer importância a título de indemnização, também não pagaram devidamente as férias vencidas, respetivo subsídio de férias e o subsídio de Natal proporcional”. Criticam ainda que “para além dos valores que se comprometeram a pagar aos trabalhadores serem muito baixos, fizeram um acordo de pagamento em 12 prestações, havendo trabalhadores a receber pouco mais de 40 euros mensais”.

O Sindicato de Hotelaria do Norte esclarece que já se reuniu com as várias empresas do grupo no Ministério do Trabalho, mas estas “recusam pagar as diferenças reclamadas”. De acordo com os trabalhadores, “não há nenhuma razão para o grupo Madureira’s não pagar os créditos devidos aos trabalhadores”. Exige-se assim que os seus direitos sejam “respeitados” porque “ninguém deve enriquecer à custa da exploração dos trabalhadores”.

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