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Ex-presidente dos EUA Jimmy Carter exorta Obama a reconhecer o Estado Palestiniano

Jimmy Carter considera que chegou a altura de reconhecer o Estado Palestiniano, mas Trump promove extrema-direita israelita.
Colonatos judeus, por Alaa Badarneh, EPA/Lusa
Colonatos judeus, por Alaa Badarneh, EPA/Lusa

Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA de 1978 a 1982, pede a Barack Obama que aproveite as últimas semanas ainda como Presidente para legitimar o Estado Palestiniano com base no acordo de 1967 que definia a coexistência de dois estados: "Estou convencido que os Estados Unidos da América podem ainda definir o futuro do conflito Israelo-Palestiniano antes da transferência de poder, mas o tempo é curto", escreve Carter num artigo de opinião publicado pelo New York Times. O passo crucial a tomar é "o reconhecimento diplomático do estado da Palestina".

Na mesma linha que o atual Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, tomou na conferência de imprensa desta semana, Carter diz que os EUA "devem reafirmar a ilegalidade dos colonatos além das fronteiras de 1967, deixando aberta a possibilidade de ambas as partes negociarem modificações".

O alarme de Jimmy Carter é compreensível face à política agressiva do atual primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu que, em reação à resolução da ONU, anunciou esta semana a autorização para a construção de centenas de novos colonatos em território palestiniano.

Donald Trump é um aliado da extrema-direita israelita, e prometeu reconhecer Jerusalém como a capital única de Isarel. O líder do partido de extrema-direita israelita Bait Yehudi (Lar Judaico) e aliado de Netanyahu, sustenta-se nas posições de Donald Trump para dizer "Esta é a posição do Presidente-eleito [Trump], como está escrito no seu programa, e deve ser a nossa política, de forma assumida. A era do Estado Palestiniano acabou."

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