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Evergrande falhou pagamento de dívida

A construtora chinesa tinha até esta terça-feira para pagar 260 milhões a credores externos. Com 128 bancos envolvidos e outros 121 credores institucionais, as repercussões deste incumprimento não são claras.
Foto de Jerome Favre, via EPA/Lusa.

Criada em 1996, a empresa tornou-se na segunda maior construtora do setor na China, com mais de 1.300 projetos em desenvolvimento em 2019 e cerca de 110 mil milhões de dólares em vendas. Acumulou uma dívida que se calcula rondar os 310 mil milhões de dólares, dos quais 19 mil milhões a credores externos, divididos entre 128 bancos e 122 credores não bancários, nomeadamente instituições e fundos de investimento. Agora, falhou o pagamento de 260 milhões de dólares a credores externos, avançou a Reuters.

Este incumprimento torna provável a entrada formal da empresa em falência. 

Em setembro, um relatório interno da Evergrande revelou que a empresa passava dificuldades crescentes em lidar com o serviço de dívida acumulado, e pedia apoio do Governo para garantir liquidez.

A construtora tem procurado reduzir a sua dívida através de vendas a saldo das suas propriedades desde a segunda metade de 2020, e fez novos lançamentos de ações em bolsa, reunindo 1,8 mil milhões de dólares. Mas o capital obtido não foi suficiente para lidar com as suas obrigações.

O incumprimento da Evergrande levanta a perspetiva de a sua concorrente também entrar em falência. A Kaisa é a segunda maior detentora de dívida ao exterior, quase 12 mil milhões de dólares.

O Governo chinês tem repetidamente garantido que os problemas no setor imobiliário do país são geríveis e tem avançado com planos para garantir liquidez ao setor bancário.

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