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Evacuação de Alepo em risco de colapso

Os rebeldes culpam o regime de Assad por obstruírem a evacuação em Alepo, dizendo que forças governamentais dispararam sobre a estrada de evacuação e mantêm 25 veículos como reféns.
Alepo em ruínas

O acordo para a evacuação de milhares de civis da zona este de Alepo foi suspenso e, está em risco de se desmoronar após milícias na província de Idlib se recusarem a permitir a evacuação de duas aldeias pró-regime, noticia o Guardian.

A evacuação dos 400 feridos das aldeias de Fua e Kefraya fazia parte do acordo estabelecido através de mediação Turca e Russa na passada quarta-feira.

Os rebeldes culparam o regime de Assad por obstruírem a evacuação em Alepo, dizendo que forças governamentais dispararam sobre a estrada de evacuação e mantêm 25 veículos como reféns.

Supostamente, o Irão está deliberadamente a dinamitar o acordo de forma a forçar concessões dos rebeldes, nomeadamente a entrega de corpos de combatentes xiitas, a libertação de prisioneiros de guerra, e a evacuação de todos os habitantes de Fua e Kefraya.

As duas aldeias xiitas de Fua e Kefraya, estão sob cerco há anos, e a recusa do Jabhat Fateh al-Sham (uma das coligações rebeldes mais poderosa) em cumprir o acordo arriscava despoletar confrontos de larga escala que colocam em risco os civis que vivem nas bolsas de território ainda sob controlo da oposição na zona este de Alepo, sem água nem hospitais funcionais.

Cerca de 8 mil pessoas foram já evacuadas de Alepo-este, tendo as operações supervisionadas pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha sido suspensas após se ouvirem explosões e tiros na zona de recolha.

Neste contexto, as forças Russas dizerem que as evacuações terminaram é apenas uma manobra para esconderem que perderam controlo da situação e estão dependentes dos Iranianos.

Se a evacuação falhar, "os militantes iranianos, em conluio com o regime, estão a planear um massacre de civis e reféns em Alepo", confirma o Guardian através de uma fonte rebelde.

Alepo foi uma cidade pioneira na revolta contra o Estado Islâmico, expulsando as milícias Al-Nusra da cidade e lutando contra o regime de Assad simultaneamente.

Uma ativista rebelde escreve para o Guardian com a seguinte análise: "Há, neste momento, várias milícias internacionais que controlam a Síria, cada uma com os seus próprios interesses. Cada uma leal a uma potência regional específica. Lutar contra nós unio-as, mas o que farão elas agora que nós fomos derrotados? Em breve entrarão em confronto."

A "reconquista" de Alepo é apenas um prelúdio de acontecimentos difíceis de antecipar, tal como o difícil processo de evacuação deixa antever.

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