You are here

Eutanásia em debate no Parlamento Europeu

O Grupo Parlamentar da Esquerda Unitária - GUE/NGL - organizou uma conferência internacional sobre o direito a morrer com dignidade e a eutanásia: “Eutanásia: um direito para a Europa no Século XXI”. O deputado bloquista José Manuel Pureza foi um dos oradores convidados.
José Manuel Pureza foi um dos oradores da conferência internacional sobre o direito a morrer com dignidade e a eutanásia, realizada no Parlamento Europeu em 8 de novembro
José Manuel Pureza foi um dos oradores da conferência internacional sobre o direito a morrer com dignidade e a eutanásia, realizada no Parlamento Europeu em 8 de novembro

Ao longo do dia foi possível ouvir especialistas de vários países europeus que já reconheceram o direito à morte digna e à eutanásia, como a Bélgica, a Holanda e a Suíça, e ativistas oriundos da Alemanha, França, Itália, Polónia, Estado Espanhol e Portugal, numa iniciativa que permitiu, de acordo com a deputada europeia Marisa Matias, “pôr em perspetiva os diferentes quadros legais existentes na UE. Fazê-lo em Bruxelas, na capital de um país onde a morte digna é um direito reconhecido, permite mostrar os efeitos de uma lei que assume os direitos dos pacientes como prioridade.”

José Manuel Pureza, deputado do Bloco de Esquerda e vice-presidente da Assembleia da República, foi um dos oradores convidados (ver vídeo abaixo). Fez um enquadramento da questão ao nível dos direitos humanos, explicou a origem do movimento em Portugal e explicou o quadro legislativo que está discussão. No final sublinhou o facto de esta ser efetivamente uma luta europeia em que “as forças progressistas são desafiadas a fazerem o que é suposto fazerem: alargar o espaço dos direitos e lutar contra o atavismo e preconceito.”

O antigo coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, que é um dos principais ativistas deste direito em Portugal, também participou na conferência e afirmou que “a possibilidade de escolhermos acabar com o sofrimento provocado por uma doença incurável é uma opção humanitária e que respeita o direito à autodeterminação na condução da nossa vida, sobretudo nos momentos mais difíceis. Este direito está hoje consagrado em muitos países e constitui um dos direitos humanos mais valorizados pelos cidadãos. Nesses países as condições em que se morre respeitam mais e melhor os valores e a dignidade que cada um quer preservar ate ao fim da sua vida.” E concluiu: “Estou convicto que mais cedo que tarde, em Portugal, a morte assistida e o suicídio medicamente ajudado serão despenalizados.”

A conferência terminou com um apelo aos deputados europeus para assinarem o manifesto pela direito a morrer na Europa, que conta com Marisa Matias entre os primeiros signatários.

O manifesto pelo direito a morrer pode ser lido na íntegra aqui.

Eutanásia: um direito para a Europa no século XXI

Termos relacionados Política
(...)