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“A Europa não pode ficar com medo de si própria”

Catarina Martins afirmou que o problema de segurança na Europa deve passar por uma nova geração de políticas que permitam “travar os mecanismos de financiamento do Daesh”.
Foto de Paulete Matos

Numa ação de distribuição do jornal do Bloco, em Lisboa, Catarina Martins disse ser “muito importante” a reunião de emergência, em Bruxelas, dos ministros da Justiça e da Administração Interna da União Europeia, na sequência dos atentados desta terça-feira na capital belga.

“É preciso responsabilizar quem fez os atentados, não podemos baixar os braços”, sublinhou Catarina, tendo acrescentado que “é preciso uma nova geração de políticas na Europa e essas não passam só pelos ministros da Justiça”.

E lembrou que o Bloco já chamou a atenção para o assunto, "propondo ao Parlamento Europeu que a União Europeia tenha a coragem de travar os mecanismos de financiamento ao Daesh, que acabam por utilizar mecanismos dentro do próprio sistema financeiro da União Europeia e passar por Estados com quem a União Europeia tem relações privilegiadas”, explicou.

“A pior resposta ao terror seria a Europa ficar com medo de si própria, começar a fechar fronteiras, a perseguir cidadãos e cidadãs como se fossem eles culpados pelo terror e, portanto, é bom que os governos se encontrem, que os ministérios da Justiça troquem informação, mas é também bom que isso seja feito para garantir liberdades, segurança e não em nome de políticas securitárias ou de muros que, de facto, mostram toda a sua falência”, avançou.

Para Catarina Martins é preciso tratar este problema “como um todo” que é algo que está ao alcance da União Europeia e que esta deve fazer imediatamente.

Recorde-se que Portugal vai estar representado na reunião hoje em Bruxelas pelas ministras da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e da Justiça, Francisca van Dunem.

Prestar contas

Em relação ao jornal, a porta-voz bloquista disse que este se destina a “prestar contas” junto de todas as pessoas explicando o Orçamento, o que foi possível fazer e aquilo que não foi possível.

“Temos prestado contas de tudo o que temos feito e fizemo-lo aquando do acordo com o PS e voltamos a fazê-lo agora com o Orçamento do Estado”, disse a dirigente bloquista para quem a democracia “não é só de quatro em quatro anos quando se vai a votos”.

“Por isso, disse, este é o momento de virmos para a rua e prestar contas junto de todas as pessoas para que se perceba qual o caminho de recuperação de rendimentos que está a ser feito, nos salários, nas pensões e no Estado do Social”.

Aos jornalistas, Catarina Martins destacou, nomeadamente, a subida do salário mínimo, a reposição dos salários da função pública, o descongelamento de pensões mas também medidas de longo alcance como a tarifa social de energia ou as prestações sociais que podem chegar aos idosos com pensões mais baixas e ainda o abono de família e o Rendimento Social de Inserção.

“Ao mesmo tempo, problematizamos as questões sobre as necessidades de investimento e de transformação da economia que exigem passos diferentes no futuro como, por exemplo, começar a debater a reestruturação da dívida”, sublinhou.

Catarina Martins deslocou-se ainda à Embaixada da Bélgica, em Lisboa, onde assinou o livro de condolências tendo sido acompanhada pela deputada Isabel Pires.

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