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Eurodeputados do Bloco questionam Comissão sobre acesso à A4

Os habitantes de Vila Caiz (Amarante) e Livração (Marco de Canaveses) lutam há vinte anos para aceder à A4, autoestrada que atravessa a povoação mas à qual só conseguem chegar depois de percorrerem dez quilómetros. “Nada justifica que esta ligação não exista”, afirma o eurodeputado José Gusmão. 
Eurodeputados do Bloco questionam Comissão sobre acesso à A4. Fotografia: esquerda.net

Vila Caiz (Amarante) e Livração (Marco de Canaveses) têm mais de cinco mil habitantes. Esta população não tem acesso à autoestrada 4 (A4) e, desde 2009, deixou de ter comboio. 

“Estive em Vila Caiz e Livração, onde dezenas e dezenas de pessoas se mobilizaram para nos dar conta das dificuldades que enfrentam por não terem acesso à autoestrada” afirma o deputado José Gusmão. 

Construída com apoio de fundos europeus, a A4 liga o Porto à fronteira de Quintanilha, no distrito de Bragança, e teve como objetivo aproximar o litoral do interior norte, reduzindo a sinistralidade bem como o tempo de viagem. 

Não obstante, esta população não tem um nó de ligação à A4 e para lá chegar tem que percorrer mais de dez quilómetros, num percurso que demora cerca de quinze minutos. 

Em 2009, estas pessoas deixaram também de ter transporte ferroviário, quando foi encerrada a estação de Livração, da Linha do Tâmega. 

O Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) prevê cerca de 520 milhões de euros de investimento na área da ferrovia e da rodovia, dos quais cerca de 313 milhões são destinados a ligações em falta, bem como ao aumento da capacidade da rede. 

Na pergunta endereçada à Comissão Europeia, os eurodeputados do Bloco de Esquerda consideram que “é fundamental que este investimento atenda às necessidades da população de Vila Caiz e Livração”. 

Marisa Matias e José Gusmão questionam quais as medidas que irão ser desencadeadas pela Comissão Europeia para instar Portugal a assegurar a construção do nó de ligação da A4 a Vila Caiz e Livração. 

“Questionámos a Comissão Europeia e continuaremos a acompanhar a luta desta população” concluiu José Gusmão. 

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