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Eurodeputados acusam Turquia de não garantir condições de vida dignas a refugiados

55 eurodeputados e eurodeputadas, entre os quais Marisa Matias, afirmam que o governo turco não tem protegido os direitos e os interesses dos refugiados e, mais especificamente, das crianças refugiadas, e pedem o fim do acordo da UE com a Turquia.
"Milhares de refugiados sírios na Turquia estão a viver em extrema pobreza, fora de campos sem qualquer tipo de apoio socioeconómico", lê-se na carta à CE. Foto de Meabh Smith/Trócaire/Flickr.

"Milhares de refugiados sírios na Turquia estão a viver em extrema pobreza, fora de campos sem qualquer tipo de apoio socioeconómico", lê-se na carta enviada por 55 eurodeputados e eurodeputadas à Comissão Europeia.

No que respeita às crianças refugiadas, alertam que "apenas 15 por cento das crianças sírias na Turquia frequentam a escola e não são aceites mais crianças devido à falta de recursos”.

"Milhares de crianças sírias com idades compreendidas entre os 8 e os 13 anos trabalham em fábricas têxteis em Gaziantep e em muitas outras cidades turcas. Trabalham em condições dolorosas, em contacto com uma vasta gama de produtos químicos tóxicos e outras substâncias perigosas, como ácido clorídrico. Os seus corpos apresentam marcas de exploração e maus-tratos físicos graves”, acrescentam.

"O governo turco não pode proteger os direitos e os interesses dos refugiados e, mais especificamente, das crianças refugiadas”, sublinham os eurodeputados e eurodeputadas, pedindo “o fim do regresso dos refugiados à Turquia, que, claramente, não pode ser considerado um país seguro para eles".

A carta, lançada pela eurodeputada do GUE / NGL, Barbara Spinelli, foi enviada para Frans Timmermans, Primeiro Vice-Presidente da Comissão Europeia;

Uma iniciativa da eurodeputada do GUE / NGL, Barbara Spinelli, é enviada a carta (em anexo) ao Primeiro Vice-Presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans; à alta representante para a política externa da União Europeia, Federica Mogherini; à comissária europeia responsável pelo mercado interno, Elżbieta Bieńkowska; e ao Comissário Europeu para a Política Regional, Johannes Hahn.

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