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EUA: Populações travam construção de oleoduto

Autoridades norte-americanas negaram autorização à passagem do polémico Dakota Access Pipeline sob o Lago Oahe. Ambientalistas e comunidade indígena saudaram a decisão, mas temem que possa durar pouco tempo.
Os protestos das populações levou à suspensão da construção do oleoduto. Foto Midia Global
Os protestos das populações levou à suspensão da construção do oleoduto. Foto Midia Global

Este projeto previa que o oleoduto Dakota Access atravessasse o rio Missouri e o lago artificial Oahe, que são fontes de água potável para a tribo Standing Rock Sioux.

O contingente de engenheiros do exército norte-americano anunciou no domingo que foi recusada a autorização para o projeto tendo adiantado que irá proceder a uma reavaliação do seu impacto ambiental.

“Embora tenhamos tido contínuas discussões e intercâmbios de nova informação com os Standing Rock Sioux e com o Dakota Access, é claro que há mais trabalho a fazer”, disse Ellen Darcy, subsecretária do exército para as obras civis, tendo acrescentado que “a melhor maneira de completar este trabalho de forma responsável e rápida é explorar rotas alternativas para a passagem do oleoduto”. A empresa construtora do oleoduto contesta a decisão e diz que irá manter o plano inicial.

O anúncio da suspensão chegou um dia antes de terminar o prazo fixado pelo exército para os manifestantes abandonarem o acampamento de Sacred Stone, onde indígenas e ecologistas protestam desde abril para evitar a construção do oleoduto.

O governador de Dakota do Norte, o republicano Jack Dalrymple, tinha igualmente ordenado uma “evacuação de emergência” do local onde estavam entre duas e três mil pessoas acampadas, incluindo indígenas da tribo Standing Rock Sioux.

"Corrigir o rumo da História"

O líder da tribo, Dave Archambault, aplaudiu a decisão das autoridades por “dar passos para corrigir o rumo da história e fazer o que é correto”.

“Não nos opomos à independência energética, ao desenvolvimento económico ou às chamadas preocupações com a segurança nacional, mas temos de nos assegurar que estas decisões são adotadas tendo em consideração os nossos povos indígenas”, sublinhou Dave Archambault.

Mas entre os opositores ao projeto há o receio de que o próximo presidente norte-americano, defensor do Dakota Access Pipeline, possa reverter a decisão agora tomada.

"Nós vamos andar nisto por muito tempo. Esse é que é o meu medo", afirmou à Reuters Tom Goldtooth, cofundador da Indigenous Environmental Network.

A conduta de 1.885 quilómetros estava destinado a transportar meio milhão de barris de petróleo desde os depósitos de Dakota do Norte até uma infraestrutura já existente em Illinois, a partir de onde o crude podia ser distribuído ao Golfo do México.

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