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Estudantes iranianos pediram demissões após mentiras do governo

Uma vigília em memória das vítimas da tragédia a bordo do avião ucraniano abatido na semana passada transformou-se num protesto contra o governo de Teerão.
Foto Abedin Taherkenareh/EPA

O assassinato do general Soleimani por parte dos Estados Unidos e a comoção que gerou em todo o país parecia ter afastado de vez os protestos anti-governamentais brutalmente reprimidos nas últimas semanas no Irão. Mas a admissão por parte das autoridades de que tinham sido responsáveis por abater o avião com 176 passageiros a bordo – “um erro imperdoável”, nas palavras do presidente Rouhani – trouxe de novo à rua a indignação e os protestos este sábado.

Foi durante uma vigília em frente à Universidade de Amirkabir, em Teerão, que se ouviram palavras de ordem a exigir a demissão dos principais responsáveis políticos, em particular do Supremo Líder, o aiatolá Ali Khamenei, e a chamar-lhes “mentirosos” por terem escondido a sua responsabilidade durante os primeiros dias após a queda do avião.

Segundo a al-Jazeera, a agência de notícias iraniana deu conta de que a policia dispersou os estudantes que entoavam slogans “destrutivos” e “radicais” durante a vigília. O embaixador do Reino Unido também estava na vigília e acabou por ser detido por breves minutos e acusado de “instigar” os manifestantes. Rob Macaire afirmou depois só ter estado no local durante cinco minutos, tendo saído quando alguns dos participantes na vigília começaram a gritar palavras de ordem.

 

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