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Estudantes enchem as ruas para exigir controlo de armas nos EUA

Centenas de milhares de pessoas aderiram este sábado em Washington e outras cidades ao protesto convocado pelos sobreviventes do massacre da escola da Florida.
Foto Kyle O'Leary - @tkocreative/Twitter

O movimento a pedir ação governamental contra a violência causada por armas de fogo tem subido de tom nas últimas semanas, por iniciativa dos estudantes da escola Marjory Stoneman Douglas, no estado norte-americano da Florida, onde um jovem atirador matou 17 pessoas em fevereiro.

Em Washington, a manifestação foi gigantesca e teve apenas jovens estudantes como protagonistas em palco. “Aos líderes, céticos e cínicos que nos mandaram sentar, calar e esperar pela nossa vez: sejam bem-vindos à nossa revolução”, afirmou a estudante Cameron Kasky, citada pelo Washington Post. “Representem o povo ou vão -se embora. Defendam-nos ou então preparem-se. Os eleitores estão a chegar”, prosseguiu.

Outra intervenção coube a Yolanda Renee King, neta de Martin Luther King. Citando a célebre frase do histórico discurso do seu avô pelas liberdades civis e contra o racismo, Yolanda afirmou: ““O meu avô tinha o sonho de que os seus filhos não seriam julgados pela cor da sua pele mas pelo seu carácter. Eu tenho o sonho de que já basta e que este deve ser um mundo livre de armas. Ponto final!”.

Pelo palco desta “Marcha pelas nossas vidas” passaram outros jovens, testemunhas e familiares de vítimas de massacres e tiroteios em escolas norte-americanas. Para além das quase 200 vítimas mortais desde 1999, calcula-se em 187 mil o número de estudantes inscritos nas escolas ou universidades alvo de ataques com armas de fogo desde essa data, quando aconteceu o massacre de Columbine, no Colorado.

A par de Washington, foram organizados centenas de protestos idênticos em cidades nos EUA e em todo o mundo, destacando-se a participação massiva em Los Angeles e Nova Iorque, onde muitos milhares de pessoas encheram vinte quarteirões  em volta da Trump Tower.

Apesar dos apelos ao controlo das armas de fogo não serem correspondidos na Casa Branca, a porta-voz Lindsay Walters elogiou “os corajosos jovens que exerceram hoje os seus direitos da Primeira Emenda”. Donald Trump passou o dia no seu clube de golfe em Mar-a-Lago, a poucos quilómetros da escola de Parkland e na véspera assinou uma lei orçamental que inclui mais regras de verificação de cadastro dos compradores de armas.

Veja aqui algumas imagens do protesto publicadas nas redes sociais:

 

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