Terça-feira foi dia de manifestação dos estudantes do Ensino Superior que desfilaram do Saldanha até à Direção Geral do Ensino Superior. As associações de estudantes da FCSH da Universidade Nova de Lisboa e da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa apelaram aos estudantes para se mobilizarem devido às “inúmeras barreiras” ao acesso ao direito ao Ensino.
Os estudantes falam em “avanços” como “a redução do tecto máximo das propinas para 856€” mas não se esquecem das “dificuldades” que enfrentam.
Acusam o governo de “ausência de uma visão global para o Ensino Superior”, de ter reduzido “a participação dos estudantes nos órgãos de decisão” e de avançar com as fundações nas Universidades o que, consideram, é “um passo para a sua privatização”.
Estudantes do Ensino Superior gritam por menos propinas e mais condições. #cancelaapropina pic.twitter.com/lnhz7RcgjI
— Esquerda.Net (@EsquerdaNet) 26 de março de 2019
Para além disto, também a ação social escolar é uma preocupação: faltam bolsas e as que existem chegam atrasadas, o acesso a alimentação, alojamento e serviços de saúde é diminuto. Estes problemas devem-se, explicam, a um “subfinanciamento crónico”.
Durante a manifestação, Leonor Rosas, do movimento Cancela a Propina, apresentou as propinas como “uma forma de elitização do ensino” e o regime fundacional como “uma forma de privatizar o ensino”.
Declarações de @LeonorRosas4. #Educação #cancelaapropina #alojamentos #habitação pic.twitter.com/JdHuGzmM3x
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