Estudantes de Medicina querem coordenação de ministérios para preencher vagas no SNS

31 de March 2019 - 14:39

Apenas 165 das 300 vagas para médicos especialistas foram ocupadas na segunda época do concurso de 2018. Estudantes defendem coordenação antecipada entre ministérios da Saúde e Ensino Superior.

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Foto de Paulete Matos

A Associação Nacional dos Estudantes de Medicina (ANEM) reagiu aos resultados da segunda época do concurso para a colocação de médicos especialistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), defendendo que eles  “reforçam a urgência de coordenar medidas políticas através do Ministério da Saúde e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior com a devida antecipação”.

Segundo a agência Lusa, a  Administração Central do Sistema de Saúde revelou que apenas 165 de 300 vagas para médicos especialistas foram ocupadas em hospitais e centros de saúde do continente. 64 especialistas vão trabalhar na região norte, 60 na de Lisboa e Vale do Tejo, 26 no centro, 10 no Alentejo e 5 no Algarve.

Quanto à colocação de médicos de família, apenas 73 foram colocados, longe das 113 colocações possíveis. Também aqui, os grandes centros urbanos reuniram a preferência da maioria dos candidatos. No Alentejo apenas foi ocupado um dos nove lugares disponíveis.

“O problema não se trata na retenção de médicos no SNS, uma vez que as regiões do Norte e Lisboa registam 70% e 60% de preenchimento, respetivamente”, defende Vasco Mendes. O presidente da ANEM defende que “o verdadeiro problema reside na sua correta alocação, pois existem regiões com péssimas taxas de preenchimento”.

“Se o Governo pretende fixar os jovens médicos no SNS tem de fazer uma correta gestão dos recursos humanos na área da Saúde desde a sua formação, à sua retenção”, acrescenta o líder da ANEM, defendendo uma articulação reforçada desde o primeiro momento entre os ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.