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Estrelas de cinema contra impeachment no Brasil

Oliver Stone, Danny Glover, Viggo Mortensen e Susan Sarandon entre os artistas subscritores de carta apelando a que os senadores brasileiros “respeitem o processo eleitoral de 2014, quando mais de 100 milhões de pessoas votaram”.
O ator Viggo Mortensen é um dos subscritores da carta contra o impeachment de Dilma Rousseff. Foto de Warren Toda/EPA/Lusa.

A destituição de Dilma Rousseff seria um “ataque contra as instituições democráticas”. O alerta vem de 22 artistas e intelectuais internacionais que assinaram uma carta destinada aos membros do Senado brasileiro, que começam hoje o julgamento da Presidente suspensa. Na carta, figuras de renome da cultura do Reino Unido, Índia, Canadá ou Estados Unidos pedem aos senadores que “respeitem o processo eleitoral de 2014, quando mais de 100 milhões de pessoas votaram”.

A lista de celebridades é encabeçada por nomes habituais neste tipo de movimentos de solidariedade internacional, como Tariq Ali, escritor e jornalista, Noam Chomsky, professor de Linguística no MIT ou o cineasta Ken Loach. Mas inclui ainda, entre outros, o cineasta Oliver Stone, os atores Alan Cumming, Stephen Fry, Danny Glover, Viggo Mortensen e Susan Sarandon, as escritoras Eve Ensler, Naomi Klein e Arundhati Roy o compositor Brian Eno e a estilista Vivienne Westwood.

Na carta, os artistas explicam que se solidarizam “com os nossos colegas artistas e com todos aqueles que lutam pela democracia e justiça em todo o Brasil”. “Estamos preocupados com o impeachment de motivação política da Presidente, que instalou um governo provisório não eleito. A base jurídica para o impeachment em curso é amplamente questionável, e existem evidências convincentes demonstrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão a tentar remover a Presidente com o objetivo de parar investigações de corrupção nas quais eles próprios estão implicados”.

“O Brasil emergiu de uma ditadura há apenas 30 anos, e estes eventos podem atrasar o progresso do país em termos de inclusão social e económica por décadas. O Brasil é uma grande potência regional e tem a maior economia da América Latina. Se este ataque contra as suas instituições democráticas for bem sucedido, ondas de choque negativas irão reverberar em toda a região”, avisam os artistas.

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