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“Este era o momento de fazer o ciclo de viragem dos sacrifícios”

Marisa Matias afirmou que, no caso do BANIF, já não se podia dar mais o benefício da dúvida, porque este era o momento de virar a página dos sacríficos, e defendeu que a integração na CGD protegia os contribuintes como nenhuma outra solução.
Foto de Paulete Matos

No debate presidencial que colocou Marisa Matias frente-a-frente com Edgar Silva, a candidata mostrou-se surpreendida pelas diferenças com o candidato apoiado pelo PCP no que diz respeito ao orçamento retificativo e à questão do BANIF, e disse ter achado estranho “que todos os candidatos se tenham apressado em vir dizer que a solução que teriam [para o BANIF] era a mesma que teve Cavaco Silva”.

Marisa Matias sublinhou conhecer bem os poderes do Presidente da República, e reiterou que devolver o debate à Assembleia da República, como tem defendido desde o inicio, “poderia mesmo dar a volta ao jogo no sentido de não voltarmos a ter dinheiro, que tanta falta fez à saúde, enterrado na banca”.

Acho estranho que todos os candidatos se tenham apressado em vir dizer que a solução que teriam era a mesma que teve Cavaco Silva

“Sei muito bem que se a Assembleia da República se pronunciasse num determinado sentido, caberia ao Presidente da República promulgar, mas sei muito bem que o problema que nós tivemos foi que esse debate nem sequer foi permitido”, quando “é conhecida a posição da Assembleia da República, que preferia uma integração na Caixa Geral de Depósitos”, apontou.

A candidata presidencial lembrou que “estamos a falar de 3 mil milhões de euros numa sequência de 6 bancos em 6 anos”, com muito dinheiro dos contribuintes a faltar em outros lugares, e acusou Cavaco Silva de nunca ter batido o pé para travar o dinheiro que estava a ser roubado aos contribuintes para se entregar à banca.

Marisa Matias recordou ainda “quando o Tribunal Constitucional decidiu contra aquilo que eram as imposições de Bruxelas, e nada aconteceu a não ser uma melhoria para a vida das pessoas”, para mostrar que é possível desobedecer à Europa, como tem assistido todos os dias em Bruxelas. Para Marisa o que prevalece, sempre, é a Constituição, e garantiu que vetaria os problemas que não estivessem em linha com ela.

O problema não é do euro, é da política associada ao euro

Questionada sobre se admitiria apoiar um referendo sobre a saída de Portugal do euro, esclareceu que o problema “não é do euro, é da política associada ao euro”, e defendeu que precisamos lutar por uma Europa anti-austeritária.

Confrontada com as notícias de um teste nuclear por parte do regime comunista da Coreia do Norte, Marisa afirmou que o “desarmamento nuclear é uma questão fundamental”, não apenas para a Coreia do Norte, mas para todos os países, tendo destacado Israel e os Estados Unidos, que "foi o único país que usou armas nucleares em população civil, durante a segunda guerra mundial”. A candidata sublinhou que existe um Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que foi assinado pelo Governo português, e que deve ser posto em prática, porque “não podemos viver sob esta ameaça permanente do armamento nuclear”.

Veja o debate na íntegra:

 
Debate com Edgar Silva

O debate de hoje, com Edgar Silva, na RTP.#presidenciais2016 #marisa2016

Posted by Marisa Matias on Wednesday, 6 January 2016

Termos relacionados Marisa 2016, Política
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