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Estado Espanhol: Manifestações este sábado contra “terrorismo, islamofobia e suas guerras”

Mais de vinte cidades espanholas, entre as quais Madrid, Barcelona, Zaragoza, Cádiz e Valladolid, serão palco este sábado de manifestações anti-guerra. O Manifesto “Não em nosso nome”, promovido pelos “autarcas da mudança”, por diversos coletivos espanhóis e intelectuais, já reuniu mais de 30 mil assinaturas.

O Manifesto “Não em nosso nome”, que já reuniu mais de 30 mil assinaturas, foi lançado pelos autarcas Ada Colau (Barcelona), Manuela Carmena (Madrid), Xulio Ferreiro (Corunha), Pedro Santisteve (Zaragoza), Francisco Guarido (Zamora), Jose María Gonzalez “Kichi” (Cádiz), Pedro del Cura (Rivas Vaciamadrid) e Jorge Suarez Fernandez (Ferrol).

O documento é ainda subscrito por diversos coletivos como: Bem-vindos Refugiados Espanha, central sindical Comissiones Obreras, Mundo Sem Guerras, Associação de Jovens Muçulmanos, Ecologistas em Ação, Associação Marroquina de Direitos Humanos, Coletivo de Estudantes de Madrid, Anticapitalistas, Sindicato de Estudantes e outras plataformas, bem como por um grupo de inteletuais contra o terrorismo, a islamofobia, as guerras, os ataques à liberdade e os bombardeamentos na Síria.

“Os brutais atentados perpetrados em Paris no passado dia 13 de novembro procuravam instaurar um clima e um regime de terror entre a população, levantando muros de suspeita e ódio entre vizinhos, degradando a vida em comunidade e instaurando a política do medo no nosso dia a dia”, lê-se no Manifesto.

Os signatários alertam que “se a resposta à barbárie passa por suspender direitos, cortar liberdades e encerrar-nos em casa, a vitória do terrorismo será total”.

“O fanatismo terrorista do Daesh (EI) é funcional e retroalimenta o fanatismo racista europeu, enquanto os nossos Governos praticam cortes de direitos sociais e liberdades fundamentais, xenofobia institucional e bombardeamentos indiscriminados, que se demonstraram ineficazes”, acrescentam, sublinhando que se negam a “ser reféns do ódio, do terror e da intolerância”, já que isso “seria claudicar perante o terrorismo”.

O Sindicato de Estudantes já anunciou que convocará uma greve geral em universidades e institutos de todo o Estado Espanhol caso o governo anuncie uma intervenção militar do país no conflito sírio.

Também o secretário geral da central sindical Comissiones Obreras (CCOO), Ignacio Fernández Toxo, afirmou que a estrutura sindical participará nas mobilizações contra a guerra e contra aquilo que apelida de “espiral indesejável de destruição e morte”.

A Esquerda Unida e o Podemos já declararam o seu apoio a esta iniciativa, rejeitando a guerra na Síria como forma de combater o terrorismo. O PSOE e o PP, por sua vez, anunciaram que não participarão nestas mobilizações. Já o Cidadãos apela, inclusive, ao envio de tropas espanholas para a Síria.

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