Das cerca de cem instituições de Ensino Superior público e privado contactadas pelo Bloco de Esquerda para responder ao inquérito, responderam 61, a maior parte privadas. Nas questões sobre as praxes académicas, 38% responderam que não permitem esse tipo de atividades no interior das suas instalações e mais de metade (52%) recusa a possibilidade de instaurar essa proibição.
Aparentemente, as situações de abuso no decorrer de praxes não são do conhecimento das direções de universidades e politécnicos: apenas 11.5% das instituições admitem ter conhecimento de abusos no âmbito das praxes.
A partir destes números, o Bloco de Esquerda quer ouvir o ministro Manuel Heitor no parlamento para analisar o estado atual da relação institucional das instituições com a praxe. O deputado bloquista Luís Monteiro disse ao jornal Público que está em preparação uma iniciativa legislativa com o objetivo de fornecer às instituições “mais instrumentos para controlar a praxe”, e assim “responsabilizá-las sobre esta matéria”.