Esta terça-feira, a greve dos enfermeiros na região de Lisboa e Vale do Tejo registou uma adesão de 68%. A informação é do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.
José Carlos Martins, presidente do sindicato, afirma que esta adesão “traduz a grande onda de insatisfação dos enfermeiros“.
Cerca de 50 profissionais juntaram-se na manhã de terça-feira numa ação de protesto junto à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, em Lisboa.
Já esta quarta, a adesão à greve rondou os 60% na zona Centro. Em Coimbra, José Carlos Martins disse que esta é uma greve para "fazer ver ao ministério e ao Governo que os enfermeiros não estão satisfeitos, estão amplamente descontentes pelo facto de a tutela não dar resposta à contagem dos pontos, à contratação de mais enfermeiros, à valorização e dignificação da profissão e às questões da aposentação".
Numa conferência de imprensa realizada à porta do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), o dirigente sindical, que defende que seja possível aos enfermeiros reformarem-se mais cedo, destacou os profissionais com “63, 64 e 65 anos, com mais de 40 anos de trabalho a turnos, que já veem mal ao longe e ao perto, com várias hérnias discais e lombalgias de esforço decorrentes de posicionar tantos doentes, tudo isto porque não se podem aposentar mais cedo”.
O sindicalista referiu ainda os enfermeiros reposicionados nos 1200 euros, afirmando que se encontram “altamente penalizados em termos de progressão” porque a tutela não conta o seu percurso profissional.
O objetivo desta greve de quatro dias é exigir a “correta contagem dos pontos para todos os profissionais” e protestar contra o encerramento do processo negocial sobre a carreira.
A greve continua até à próxima sexta. Na quinta, realiza-se no Norte; na sexta, nas regiões do Algarve, Alentejo e Açores.