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Enfermeiros em protesto contra o não pagamento de especialização

O alerta foi lançado a 3 de junho pela bastonário da Ordem dos Enfermeiros: os blocos de parte poderiam ficar sem enfermeiros em julho como parte de um protesto dos enfermeiros obstetras, obrigados a cumprir funções especializadas sem receberem a remuneração correspondente.
Hoje, os enfermeiros especialistas recusaram-se a prestar cuidados diferenciados, mobilizando um protesto contra o não pagamento da especialização, com os blocos de parto a serem a área mais visível da contestação, noticia a agência Lusa.
O movimento EESMO (Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia), criado pelos profissionais em contestação, irá prestar declarações durante o dia.
Os serviços de obstetrícia nos hospitais Amadora-Sintra, Setúbal, Guimarães, Aveiro e Vila Nova de Gaia estão com os serviços reduzidos nos blocos de parto.
Em comunicado da passada quinta-feira, o Ministério da Saúde declarou apenas não “admitir ficar refém de atitudes e posições irregulares e desadequadas”, e por isso “entendeu pedir um parecer urgente ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República sobre a responsabilidade e âmbito de natação dos diversos intervenientes neste processo”.
Em declarações à agência Lusa, Luis Mós, do EESMO, declarou que "vamos pôr em prática o contrato que temos com o ministério. Ou seja cumprir as funções de enfermeiro generalista", disse.
“Há dez anos que estamos a ser usados a nível hospitalar como enfermeiros especializados, mas o contrato que assinámos é de enfermeiro generalista. Portanto não nos podem impor nem alterar o contrato unilateralmente."
Segundo a Ordem dos Enfermeiros, que apoia os profissionais neste protesto, existem cerca de 2.000 enfermeiros que, apesar de serem especialistas, recebem como se prestassem serviços de enfermagem comum.
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