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Endesa lucra 1.128 milhões de euros no primeiro semestre deste ano

Se se ignorar o efeito provisões de compromissos do novo convénio coletivo, o lucro passa a ser de 861 milhões de euros, um aumento de 11%. As queixas contra a Endesa junto da ERSE aumentaram 45% este ano.
Fotografia de Paulete Matos.

A Endesa obteve no primeiro semestre de 2020 um benefício líquido de 1.128 milhões de euros, um valor 45,4% superior ao mesmo período do ano passado. O efeito das provisões de compromissos do novo convénio coletivo justificarão este valor registado. 

Se o efeito das provisões de compromissos do novo convénio coletivo, num valor de 267 milhões de euros, for descartado, o aumento do resultado seria de 861 milhões, uma subida de 11%. 

Os dados foram divulgados pelos empresa de eletricidade espanhola à Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV) de Madrid, e divulgados em Portugal pela agência Lusa. 

A covid-19 não parece afetar a empresa, que considera que no primeiro semestre de 2020 conseguiu absorver “a maioria dos efeitos” da pandemia, não esperando ter impactos adicionais “relevantes” no segundo semestre. 

Em maio, o Bloco de Esquerda quis ouvir a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos sobre a dimensão dos ganhos dos comercializadores de eletricidade resultantes da pandemia Covid19. Uma vez que a eletricidade ficou mais barata para os comercializadores, mas a fatura dos consumidores não desceu, o partido quer conhecer em detalhe estes ganhos de ocasião e tributá-los para pagar despesas sociais.

Em comparação com o período homólogo de 2019, a quebra na procura na Península Ibérica foi de 7,8%, um valor muito inferior ao sentido nos territórios não peninsulares, que registaram uma quebra média de 13,2% (18,6% nas Baleares e 10,1 nas ilhas Canárias).

Já em Portugal, no período que corresponde ao segundo trimestre de 2020, a Endesa foi a empresa de energia que mais viu aumentar o número de queixas contra si apresentadas junto do regulador. Os dados são da própria Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) que, na primeira quinzena de julho, divulgou os números relativos ao período compreendido entre abril e junho deste ano. Não tendo sido a empresa que mais queixas recebeu - essa distinção vai para a EDP Comercial - foi a empresa que mais viu aumentar as queixas face ao período homólogo. A empresa espanhola registou um aumento de 45% no número de reclamações, num total de 868.

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