You are here

Emigrantes lançam petição para facilitar recenseamento e participação eleitoral

Um grupo de emigrantes portugueses lançou uma petição onde reivindicam a alteração das leis portuguesas para facilitar o recenseamento e a participação das pessoas residentes no estrangeiro.
O grupo de emigrantes lançou o site tambemsomosportugueses.org, onde está a petição
O grupo de emigrantes lançou o site tambemsomosportugueses.org, onde está a petição

O grupo de emigrantes lançou o site tambemsomosportugueses.org, onde está a petição e tem também página no facebook.

A petição apresenta três reivindicações:

  • Recenseamento eleitoral automático aquando da alteração da morada para o estrangeiro no cartão de cidadão;
  • Recenseamento via postal e via internet para quem reside no estrangeiro;
  • Introdução da modalidade de voto eletrónico para os portugueses residentes no estrangeiro.

No texto da petição, salienta-se que “os emigrantes portugueses enfrentam todo o tipo de obstáculos para se poderem recensear e votar” e aponta-se: “Está na altura de tornar estes processos muito mais simples, sem exigir deslocações desnecessárias aos consulados”.

O documento descreve também os problemas que os emigrantes portugueses enfrentam: “são riscados das listas e têm de se recensear de novo quando mudam de morada para o estrangeiro”; “têm de perder dias de trabalho e fazer deslocações por vezes extremamente longas para se recensearem”e “são obrigados a ir duas vezes aos consulados para terem um novo cartão de cidadão”.

Lembrando que o voto postal dificultou ou impediu o voto em Brasil, Timor-Leste, Macau e Emiratos Árabes Unidos, o texto questiona: “Porque teremos ainda leis do século passado para o recenseamento e voto dos emigrantes?”

Segundo a Lusa, a iniciativa lançada pelo movimento "Também somos portugueses" no Reino Unido, junta conselheiros das comunidades portuguesas, dirigentes de associações e ativistas, grupos cívicos, entre os quais os Migrantes Unidos.

Paulo Costa, um dos impulsionadores da petição e ativista do grupo Migrantes Unidos, disse à Lusa que o objetivo é reunir as 4.000 assinaturas necessárias para obrigar a Assembleia da República a debater a petição.

Paulo Costa considera que "o mais difícil vai ser o voto eletrónico por questões de segurança" e propõe-se organizar uma conferência para discutir as experiências da França e da Estónia.

Termos relacionados Sociedade
(...)