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Elas ganham menos que eles e a diferença aumenta com as qualificações

Novo estudo de Eugénio Rosa demonstra que as mulheres continuam a receber menos que os homens, e a diferença tem aumentado.
Aperto de mão entre um braço feminino e um braço masculino.
Mulheres continuam a ganhar menos que os homens, e a diferença continua a aumentar. Foto de Flazingo Photos/Flickr.

Um novo estudo de Eugénio Rosa com dados do Eurostat, do INE e dos Quadros de Pessoal do Ministério do Trabalho prova que o salário médio das mulheres continua inferior ao dos homens e que a diferença entre ambos tem aumentado.

O estudo, intitulado “A diferença de remuneração com base no sexo não tem diminuído em Portugal, sendo uma realidade que urge alterar”, analisa ainda o facto de uma maior proporção de mulheres (26,7%) receber o salário mínimo nacional do que de homens (17%), o que prova que elas têm remunerações inferiores às deles. 

Por último, Eugénio Rosa analisa a diferença salarial média entre os géneros em função dos estudos e conclui que, quanto mais qualificadas são as mulheres, maior a diferença salarial em relação aos homens. Das pessoas empregadas com o ensino superior completo, as mulheres já são maioritárias, representando 60.6% do grupo (em 2015, elas eram 686,4 mil e eles 446,9 mil). Adicionalmente, segundo Eugénio Rosa, o seu número cresce anualmente a um ritmo muito superior ao dos homens.

Nos quadros superiores, os homens ganham mais 754€ que as mulheres, uma diferença que diminuiu à medida que diminui o nível de qualificação. Na categoria de menor qualificação, a diferença entre os géneros é de 53€.

“Este é um tipo de discriminação que existe e persiste na sociedade portuguesa, que tem sido muitas vezes esquecida e ignorada pelos diversos atores sociais e políticos, e também pelos media, transformando-se assim em coisa normal e natural (naturalizando-a) que urge denunciar para que não caia no esquecimento pois só assim é que poderá ser alterada”, conclui Eugénio Rosa.

Esta discriminação salarial também existe nos países da União Europeia, embora na média europeia a diferença salarial diminuiu 2.9%, uma tendência inversa à verificada em Portugal, onde aumentou 16,9% (entre 2002 e 2014), refere Eugénio Rosa. O estudo completo pode ser lido aqui.

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