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El Niño devasta vários países da América do Sul

A devastação provocada pelas cheias que estão a afetar o Uruguai, Argentina, Brasil e Paraguai já provocou 150 mil desalojados e a perda de muitas colheitas. A catástrofe está relacionada com o El Niño e deixará milhares de pessoas dependentes de ajuda alimentar.
"O El Niño está a provocar mudanças no clima nunca vistas", afirmou o responsável da OMM.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, o temporal que se abateu sobre o Paraguai, Argentina e o Brasil obrigou as autoridades a retirar milhares de pessoas das suas casas e causou a morte de pelo menos seis pessoas.

No Paraguai, cerca de 130 mil pessoas foram alojadas em abrigos tendo sido declarado o estado de emergência, enquanto no Brasil a presidente Dilma Rousseff anunciou um verba de 6,6 milhões de reias (cerca de 1, 5 milhões de euros) para ajudar as populações vítimas da da intempérie que se abateu sobre o sul do país.

Por seu turno, na Argentina, cerca de 20 mil pessoas forma obrigadas a abandonar a suas casas e há registo de 5 mortos em diferentes zonas do país

O mau tempo não se circunscreveu, no entanto, a estas regiões uma vez na última semana alastrou a quase todos os continentes, desde o Alabama, no estado norte americano do Texas, até ao Reino Unido e às Filipinas.

El Niño é o mais forte dos últimos 15 anos

No passado mês de novembro, um relatório da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), referiu que, em 2015, o planeta sofreu de forma intensa, os efeitos do mais forte El Ninõ que se deve estender até à próxima primavera.

Nesse relatório, esta agência das Nações Unidas alertou para as consequências a médio prazo das cheias, secas, tempestades e outros fenómenos que poderão causar calamidades nos países mais vulneráveis da América do sul, África e Ásia arrastando consigo um conjunto de doenças como o dengue, cólera e malária.

Para Michel Jarraud, secretário geral da OMM as secas severas e cheias devastadoras que vão ocorrer nas regiões tropicais terão a marca do El Niño, que ó mais forte dos últimos 15 anos.

O El Niño está a acelerar o processo, pois interage com as alterações no clima provocadas pela ação humana, o que provoca mudanças nunca vistas

“O El Niño está a acelerar o processo, pois interage com as alterações no clima provocadas pela ação humana, o que provoca mudanças nunca vistas”, afirmou o responsável da OMM.

Este especialista disse ainda que as alterações climáticas estão igualmente a afetar as temperaturas, fazendo-as aumentar, razão pela qual durante este ano foram registados alguns recordes.

Este relatório refere ainda que uma das mais dramáticas consequências do El Niño prende-se coma possibilidade de algumas regiões do planeta poderem vir a enfrentar a fome devido à destruição de colheitas assim como a falta de água para os animais.

O relatório da OMM solicita por isso aos países que se preparem para enfrentar este problema alertando ainda as agências humanitárias para as carências que vão surgir.

O panorama relacionado com alterações climáticas é de tal forma dramático que o Programa Alimentar Mundial (PAM) refere que na Guatemala, Honduras, El Salvador e Equador há neste momento cerca de 5,5 milhões de pessoas que dependem de ajudar alimentar para sobreviver.

Esta organização refere ainda que a a falta de arroz e cereais vai afetar milhões de pessoas na Ásia, onde o El Niño já provocou, este ano, estragos em países como a Indonésia, Filipinas Tailândia, Japão, China e Taiwan.

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