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Ecologistas portugueses juntam-se ao bloqueio de mina a céu aberto na Alemanha

O coletivo ambientalista Climáximo está na Alemanha para apoiar a ação internacional Ende Gelände, um protesto que pretende bloquear uma das maiores minas de carvão a céu aberto do mundo. Alertam para a necessidade de um “corte radical de emissões de gases com efeito de estufa”.
Ende Gelände, 2019. Foto dos organizadores do protesto.

Milhares de ecologistas de todos os pontos da Europa convergem por estes dias para a cintura mineira da Renânia. Vão participar no Ende Gelände, uma iniciativa anual que tem conseguido bloquear o funcionamento das minas da empresa RWE. Durante dias tentam travar “uma operação industrial de larga escala”, o que sabem ter um impacto direto de “milhões de toneladas de dióxido de carbono” a menos na atmosfera.

Pretendem assim alertar para a “necessidade do corte radical de emissões de gases com efeito de estufa” que, dizem, “implica o encerramento na próxima década da maioria dos sectores da economia fóssil”, ou seja a produção e consumo de carvão, gás e petróleo.

Os representantes portugueses no protesto fazem parte do Climáximo que se define como um “colectivo internacionalista pela justiça climática em Portugal”. Asseguram “o seu compromisso com a acção directa não-violenta e a desobediência civil”. À TSF, João Camargo, da Climáximo, justifica a necessidade deste tipo de ações “para desencadear respostas políticas” quer seriam aquelas que podem ter consequências atempadas num planeta “à beira da inabitabilidade”. E avisa aqueles que resistem à transição energética que “a atmosfera não tem flexibilidade para negociar connosco”.

Segundo a organização, encontram-se já em Viersen quatro mil ativistas. Metade delas partiu para a ação de bloqueio. São a primeira vaga do protesto. Seguir-se-ão mais duas vagas. Sendo esperadas ao todo entre seis a dez mil pessoas. Dizem que não querem “esperar até 2038 para descartar o carvão” porque “se continuarmos a queimar carvão é impossível ficar dentro do limite de 1,5º”, diz uma das porta-vozes do Ende Gelände, Nike Malhaus. Dizem ainda que “o governo está a falhar em proteger o clima” e é por isso que tomam o assunto “nas suas próprias mãos”.

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