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"É preciso renegociar a dívida para responder aos problemas das pessoas", afirma Jorge Costa

Jorge Costa afirmou que o grupo de trabalho para estudar a sustentabilidade da dívida portuguesa está em vias de constituição e englobará pessoas do PS, do Bloco e também independentes para em conjunto refletirem sobre esta problemática que impede que sejam libertados recursos para responder aos problemas das pessoas.
Foto de Paulete Matos

Em declarações aos jornalistas, Jorge Costa afirmou que está estabelecido no acordo assinado com o PS que esse grupo de trabalho “apresentará conclusões no prazo de seis meses” a pensar no Orçamento do Estado para 2017.

“A posição do Bloco é conhecida e o facto de o PCP apresentar um projeto de resolução em defesa da restruturação da dívida é um aspeto comum porque só desta forma será possível libertar recursos para responder aos problemas essenciais do país”, afirmou o deputado do Bloco.

“O orçamento para 2016 inicia uma alteração do ciclo de empobrecimento mas há limitações muito importantes nas pensões que mantêm valores muito baixos, na falta de resposta a milhares de desempregados que continuam sem apoio e esses problemas só podem ter uma resposta de fundo quando a renegociação da dívida se fizer”, disse.

E relembrou o Manifesto dos 74 para afirmar que não é só Bloco e o PCP que defendem a restruturação da dívida.

“Esta questão vai fazendo consenso na sociedade portuguesa e qualquer governo, seja de rutura com o ciclo de empobrecimento ou outro, vai ter de a enfrentar”, adiantou Jorge Costa.

Questionado sobre se  o governo do PS está preparado para um confronto com as instituições europeias, o deputado disse que é público que “existem diferenças” entre o Bloco e o PS sobre a questão da renegociação da dívida, mas existe uma vontade de fazer desta questão um debate público e também entre os dois partidos para se encontrar um caminho que permita ter um sistema sustentável para a gestão da dívida portuguesa.

Em relação à posição que o governo deve adotar perante as instituições europeias, Jorge Costa afirmou que ela deve ser “transparente”.

“Não se pode ocultar o problema da dimensão da dívida portuguesa atual porque isso diz respeito à vida das pessoas; diz respeito à defesa do serviço nacional de saúde, à resposta aos desempregados que não têm qualquer apoio, aos pensionistas que precisam de de ver a suas pensões aumentadas”, afirmou tendo ainda sublinhado : “ E isso só é possível libertando os recursos que estão a ser desperdiçados para pagar os juros astronómicos que consomem uma grande parte dessa margem de manobra que devia ser usada a favor das pessoas”.

A finalizar, Jorge Costa disse ainda que “o debate está aberto. O Bloco dirige-se à sociedade portuguesa em defesa da renegociação da dívida com o fez anteriormente. Não mudámos de posição e com o PS vamos iniciar esse trabalho.”

Termos relacionados Orçamento do Estado 2016, Política
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