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“É preciso ir mais longe na distribuição de rendimentos e no investimento público”

Mariana Mortágua afirmou esta terça-feira que os dados económicos revelados pelo Instituto Nacional de Estatística são positivos mas é necessário olhar para a estratégia a longo prazo da economia.
"É necessário lidar de frente e com coragem com o problema da dívida pública do país", afirma Mariana Mortágua. Foto de Paulete Matos
"É necessário lidar de frente e com coragem com o problema da dívida pública do país", afirma Mariana Mortágua. Foto de Paulete Matos

Em reação dos números que mostram um crescimento económico em Portugal acima das expetativas entre julho e setembro, a deputada do Bloco disse aos jornalistas que estes dados devem ser analisados com cautela e cuidado e ficam a dever-se ao aumento das exportações mas também a um aumento do cunsumo.

Para a parlamentar bloquista, os números agora divulgados mostram que a estratégia de catástrofe da direita é uma estratégia falhada porque vão chegando algumas notícias positivas relativamente ao desenvolvimento da economia.

"É preciso ir mais longe"

A dirigente do Bloco disse ser necessário tentar perceber qual é a tendência de longo prazo da economia e aí o Bloco de Esquerda entende que quer na política de distribuição de rendimentos, quer na política de investimento público, "se se tivesse ido mais longe e se no futuro se for mais longe será possível obter outros dados de crescimento económico mais consistentes e ter assim um crescimento económico e criação de emprego mais rápidos de acordo com as necessidades do país".

Para Mariana Mortágua os números agora divulgados demonstram que "é necessário lidar de frente e com coragem com o problema da dívida pública do país e também com as regras europeias, que são um constrangimento efetivo à soberania, à democracia e também ao desenvolvimento económico do país".

De acordo a estimativa rápida do INE, a economia cresceu 1,6% no terceiro trimestre do ano em termos homólogos e 0,8% face ao trimestre anterior, acima das previsões dos analistas.

Para aquele instituto, "o crescimento mais intenso do PIB refletiu principalmente o aumento do contributo da procura externa líquida, verificando-se uma aceleração mais expressiva das exportações de bens e serviços" face à das importações de bens e serviços, além do contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB no terceiro trimestre, em resultado da "aceleração do consumo privado".

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