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É importante uma atitude clara para poder haver confiança na Justiça

Na Feira do Queijo em Celorico da Beira, Catarina Martins pronunciou-se sobre a investigação ao presidente do Tribunal da Relação no âmbito do caso de irregularidades na atribuição de processos. Para a coordenadora do Bloco, quem está sob investigação de uma “situação extraordinariamente grave” deve suspender funções.
Catarina Martins na feira do Queijo, Celorico da Beira. Março de 2020.
Catarina Martins na feira do Queijo, Celorico da Beira. Março de 2020. Foto de Vera Peneda.

Em Celorico da Beira, numa visita à Feira do Queijo, Catarina Martins tomou posição sobre os casos que recentemente abalaram a justiça em Portugal. Em primeiro lugar, o do antigo Presidente do Tribunal da Relação de Lisboa que considerou “muito grave”. Vaz das Neves “estará a acumular a sua jubilação com remuneração privada, o que a lei não permite, e terá mesmo recorrido às instalações de um tribunal para o seu negócio privado”.

Em segundo lugar, a investigação agora noticiada sobre o atual presidente do Tribunal da Relação de Lisboa. Orlando Nascimento é suspeito de irregularidades na distribuição de processos e Catarina Martins classifica a situação como “extraordinariamente grave”. Aliás, acrescenta, “eu não me lembro de uma acusação tão grave sobre magistrados”. Sendo um caso que causa “natural alarmismo” este “tem de ser resolvido”. Até porque “uma democracia precisa de confiar na sua justiça”.

A dirigente bloquista sublinha o “inteiro respeito pela separação de poderes” mas acrescenta que lhe parece “que o mais prudente, para haver confiança dos cidadãos na sua justiça que tem de existir, é que quem está em funções e tem investigações a este nível suspenda essas mesmas funções”.

Para Catarina Martins seria “muito importante uma atitude clara para que toda a gente em Portugal possa confiar no sistema de justiça”.

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