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É do parlamento que virão as soluções para a crise, diz Catarina Martins

Numa visita à exposição do fotógrafo Alfredo Cunha, Catarina Martins garantiu que o Bloco de Esquerda “trabalha para soluções à esquerda que defendam o emprego, os serviços públicos e a recuperação da economia”. E é ao parlamento que “cabe encontrar soluções, não ao Presidente da República”.
“Num momento tão complicado para o país, não é demais sabermos que para construirmos soluções precisamos seguramente da arte e da cultura para pensarmos o que somos e como respondemos à crise”", disse Catarina Martins na exposição do fotógrafo Alfredo Cunha.
“Num momento tão complicado para o país, não é demais sabermos que para construirmos soluções precisamos seguramente da arte e da cultura para pensarmos o que somos e como respondemos à crise”", disse Catarina Martins na exposição do fotógrafo Alfredo Cunha.

Numa visita com a vereadora Deolinda Martin à exposição do fotógrafo Alfredo Cunha, que acompanha a evolução da Amadora desde o 25 de abril até hoje, a coordenadora do Bloco de Esquerda elogiou o trabalho do fotógrafo e respondeu a questões sobre o Orçamento do Estado.

“Durante quatro anos, o parlamento foi capaz de encontrar soluções. O Bloco cá está para encontrar soluções que defendam o emprego, os serviços públicos, a saúde, que protejam o país. Que tenham critérios fortes para resistir à crise”, disse Catarina Martins.  

As propostas do Bloco são “responsáveis”. “Precisamos de proteger quem perdeu tudo com a crise. Precisamos de proteger o emprego e o salário, o Serviço Nacional de Saúde, responder aos serviços públicos fundamentais, precisamos de apoiar a economia e fazer a economia reagir”.

“E temos sido claros sobre essas soluções: apoiar quem perdeu tudo com a crise; proteger o emprego e o salário é a primeira condição de recuperar a dignidade de quem trabalha e recuperar a economia.

Precisamos de defender serviços públicos essenciais e ser criteriosos e transparentes na utilização do dinheiro público”, continuou por dizer.

E “é ao parlamento que cabe encontrar soluções, não ao Presidente da República”, clarificou de seguida. Para a deputada, a última legislatura provou que “o parlamento era capaz de encontrar as soluções”. Por isso, “queira o Partido Socialista encontrar soluções para o emprego e os salários, e o parlamento à esquerda continuará certamente a ter soluções. Essa é uma responsabilidade do parlamento”.

“Seguramente que se o Partido Socialista quer construir soluções à esquerda, não precisará de negociar com Rui Rio”, concluiu.  

A exposição de Alfredo Cunha, em exibição na estação Amadora Este do metropolitano de Lisboa, acompanha a evolução da Amadora desde 1970 até 2020, em mais de 50 imagens que integram o fotolivro A Cidade que não existia.

Para Catarina Martins, a exposição “mostra duas coisas fundamentais: a primeira é como houve uma extraordinária evolução a partir do 25 de abril e como os serviços públicos - desde logo a escola pública - foram fundamentais para que as crianças pudessem ir à escola”.

Por outro lado, diz, “vendo esta exposição sentimos como a arte tem esta capacidade de condensar a reflexão sobre o que somos e o que estamos a passar agora”.

“Num momento tão complicado para o país, não é demais sabermos que para construirmos soluções precisamos seguramente da arte e da cultura para pensarmos o que somos e como respondemos à crise”, concluiu.

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