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Dono da TVI impede governo de esquerda, acusa Sánchez

Ex secretário geral do PSOE, Pedro Sánchez, acusa o El País de Juan Luis Cebrián, presidente executivo do Grupo PRISA, que, em Portugal, detém o grupo Media Capital, dono da TVI, de querer impor um governo conservador em Espanha.

Em entrevista ao programa Salvados de La Sexta Tv, Pedro Sánchez revelou que o diário El País, liderado por Juan Luis Cebrián, fez saber que não lhe ia dar apoio editorial caso não procurasse um acordo para facilitar um governo conservador.

O ex secretário geral do PSOE teceu ainda acusações ao ex presidente da espanhola Telefónica (uma das maiores companhias de telecomunicações fixas e móveis do mundo), César Alierta, e a “outras pessoas” que, segundo Sánchez, também se opuseram a um governo de esquerda.

Pedro Sánchez apontou que decidiu não facilitar, em nenhum caso, o Governo de Mariano Rajoy quando o novo presidente lhe disse que não só necessitava de apoio para a investidura como também para governar.

“Creio que o rumo do PSOE no meu mandato era correto para se reconciliar com os votantes de esquerda”, referiu.

Sánchez pediu respeito tanto para os deputados do PSOE que se abstiveram como para aqueles que votaram contra a investidura de Rajoy, e lamentou que se tenha criado um dilema desnecessário ao aplicar uma votação em bloco e não uma votação técnica de apenas onze membros. “Foi quando me dei conta de que me queriam fora do Parlamento para que tivesse as menores plataformas possíveis para apresentar a minha candidatura às primárias”, avançou.

Na sua primeira entrevista desde que deixou de ser deputado, Pedro Sánchez fez um mea culpa, assinalando que se equivocou “ao rotular o Podemos de populista" e defendendo que o PSOE tem de trabalhar de perto com o Podemos".

Destacando que “não está morto”, Sanchéz declarou que quer voltar a ser secretário-geral do PSOE: “Gostaria de me apresentar às primárias, mas consultarei primeiro a militância. Se me apoiam, estarei aqui”, vincou.

O ex deputado assinalou a sua deceção pessoal face ao facto de Antonio Hernando ter optado por se manter como porta-voz do Parlamento.

A Susana Díaz, pediu uma reflexão para que o socialismo andaluz seja “um sistema de estabilização do socialismo espanhol”.


Notícia Esquerda.net com Publico.es .

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