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Dono chinês da Fidelidade poderá ter sido detido pela polícia

O multimilionário chinês Guo Guangchang, presidente da Fosun e detentor da Fidelidade, a maior seguradora portuguesa, está incontactável e poderá estar detido por suspeita de corrupção.
Guo Guangchang e Cavaco Silva. Foto de Estela da Siva/ Lusa

A agência de notícias Caixin citada pela Bloomberg revelou entretanto que o presidente executivo da Fosun já admitiu o desaparecimento do presidente da empresa tendo assegurado que está a “controlar” a situação.

O grupo Fosun, que detém o Club Mediterranee tendo também comprado uma participação no Cirque de Soleil, é proprietário de empresas em todo mundo em áreas tão diversas como os seguros, indústria farmacêutica e “commodities”.

O dono da Fidelidade e  dos Hospitais da Luz, terá sido levado pela políca no areoprto de Xangai, de acordo com testemunhas cidadas pela agência Caixin.

Segundo testemunhas citadas por esta agência, Guo Guangchang está “incontactável” desde as 4 horas (hora portuguesa) desta quinta-feira não sendo ainda claras as razões que levaram à sua detenção, se apenas para interrogatório, como testemunha, ou detido como suspeito.

A Caixin avança mesmo que Guangchang poderá estar "envolvido em casos de corrupção".

Questinada pelo Económico, fonte oficial da Fosun não quis fazer qualquer comentário sobre as notícias avançadas pela imprensa chinesa.

Guo Guangchang é o 17º homem mais rico do mundo com uma fortuna avaliada em 5,6 mil milhões de dólares.

Recorde-se que em Agosto passado, um tribunal de Xangai deu como provado que Guo Guangchang tinha ligações “inapropriadas” a Wang Zongnan, que foi condenado a 18 anos de prisão pelo desvio de fundos quando liderava várias empresa apoiadas pelos Estado chinês.

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