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Donald Trump sugere a injeção de lixívia nos pulmões para tratar coronavírus

"Pode fazer-se com que entre nos pulmões. Eu não sou médico. Mas isso teria um efeito tremendo nos pulmões. Pode curar num minuto”. Depois da Casa Branca acusar a imprensa de deturpação, diz que foi sarcasmo.
Donald Trump
Gage Skidmore / Flickr

Na passada 5ª feira, Donald Trump aproveitou o ‘brifing’ diário na Casa Branca, a respeito da pandemia Covi-19, para interpelar um especialista sobre a possibilidade de injetar lixívia nos pulmões para curar a doença. A interpelação surgiu na sequência da informação de que decorrem trabalhos de investigação, em laboratório, testando o efeito de desinfetantes na saliva e em fluídos respiratórios.

"Pode fazer-se com que entre nos pulmões. Eu não sou médico. Mas isso teria um efeito tremendo nos pulmões. Pode curar num minuto. Num minuto! Seria interessante investigar-se isso", comentou o Presidente dos Estados Unidos da América, citado pela Agência Lusa.

Em reação às declarações de Trump, a empresa Reckitt Benckiser que produz os desinfetantes Lysol e Dettol, emitiu um comunicado alertando que “sob nenhuma circunstância”, os seus “produtos desinfetantes devem ser administrados no corpo humano (por injeção, ingestão ou qualquer outra via)”.

A Casa Branca veio posteriormente acusar a imprensa de deturpar as palavras de Trump, declarando que o mesmo afirmou “repetidamente que os americanos devem consultar médicos sobre o tratamento para o coronavírus”.

Um dia depois, na passada 6ª feira, Trump veio justificar as suas afirmações de forma diferente, classificando-as como “sarcásticas” quando questionado pela imprensa.

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