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Donald Trump exclui pessoas transgénero do exército

"Os nossos militares devem estar focados na vitória e não podem ser sobrecarregados com os tremendos custos médicos que os transgénero acarretam”, afirmou Donald Trump no Twitter.
Donald Trump, foto de Jim Lo Scalzo, EPA/Lusa.
Donald Trump, foto de Jim Lo Scalzo, EPA/Lusa.

Numa declaração na conta oficial do Twitter o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que “após consulta com os meus Generais e especialistas militares, o Governo dos Estados Unidos não aceitará indivíduos transgénero no Exército”.

E acrescenta ainda que “nossos militares devem estar focados na vitória decisiva (sic) e não podem ser sobrecarregados com os tremendos custos médicos que os transgénero acarretam”.  

 

A medida discriminatória revoga um decreto do ex-presidente Barack Obama que entrou em vigor no dia 1 de julho, onde se determinou  a entrada de pessoas transgénero no exército americano.

Antes da lei de Obama as pessoas transgénero eram classificadas como “desvios sexuais” a serem expulsos do exército. A nova lei cobria os cerca de 13 mil transgénero que já pertencem aos exército americano (cerca de 1%) e que, com a medida de Donal Trump acabarão por ser expulsos.

Segundo um estudo da Associação de Médicos dos Estados Unidos (AMA), 74,3% dos clínicos não receberam formação em cuidados de saúde para pessoas transgénero durante sua formação médica. 52,9% dos médicos inquiridos disseram que não prescreveriam pessoalmente tratamento hormonal, mesmo que recebessem formação ou orientação adicional de um clínico experiente.

Esta decisão quebra mais uma promessa feita por Donald Trump durante a campanha eleitoral em 2016, onde agradeceu também no Twitter à “comunidade LGBT”, garantindo que “vou lutar por vocês enquanto que a Hillary [Clinton] trará mais pessoas que ameaçarão as vossas liberdades e crenças”. 

 

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