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Donald Trump enfrenta vaga de protestos

O racismo, a xenofobia e o desrespeito pelas mulheres, estão na origem de várias ações de protesto que irão decorrer quando Donald Trump tomar posse como Presidente dos Estados Unidos.
A contestação a Donald Trump vai aumentar na semana da sua tomada de posse. Foto de Q. Sakamaki- The Villager
A contestação a Donald Trump vai aumentar na semana da sua tomada de posse. Foto de Q. Sakamaki- The Villager

Para esta semana, estão marcadas várias ações de protesto e manifestações em vários Estados norte-americanos, mas a mais significativa ocorrerá em Washington na próxima sexta-feira, dia 20, altura em Donald Trump será empossado com Presidente dos Estados Unidos.

De acordo com a imprensa, há mesmo um grupo que já disse que tentará interromper a cerimónia que terá lugar junto ao Capitólio.

No entanto, o protesto com maior impacto terá lugar no dia seguinte à tomada de posse, com uma Marcha das Mulheres, em Washington, que já tem o apoio de várias cantoras e atrizes, nomeadamente, Cher, Katy Perry, Scarlett Johansson .e Julianne Moore.

Convocada através das redes sociais, ganhou rapidamente uma enorme adesão tendo sido adoptada pelo Pantsuit Nation - um grupo próximo de Hillary Clinton - que conseguiu mobilizar as suas quatro milhões de seguidoras espalhadas por todo o território dos Estados Unidos.

Não sendo possível prever o número daqueles que estarão presentes na Marcha das Mulheres, sabe-se que 1.200 autocarros pediram autorização para circular e estacionar perto da zona onde vai decorrer a iniciativa.

Pode no entanto adiantar-se que 190 mil pessoas já confirmaram a sua presença na marcha que decorrerá durante a manhã de sábado.

Num comunicado, as organizadoras do evento afirmaram esperar que "os líderes eleitos do país ajam para proteger os direitos das mulheres, das suas famílias e as suas comunidades".

Direitos políticos e de cidadania

O protesto pretende reunir "pessoas de todos os géneros, idades, raças, culturas, filiações políticas ou origens" com o intuito de defender os direitos dos imigrantes, o direito ao aborto, que Trump já disse  não ir respeitar.

A manifestação já mereceu o apoio de várias organizações que se opõem à retórica do novo Presidente, e por essa razão espera-se também uma presença muito significativa de representantes das comunidades afroamericanas.

O "Projeto Pussyhat", anunciou também que irá fazer um milhão de gorros cor-de-rosa com orelhas de gato para as participantes do protesto.

Com esta iniciativa pretende-se jogar com as palavras fazendo referência aos genitais femininos chamando, desta forma, a atenção para um dos maiores escândalos que envolveu Trump.

Estão ainda previstos mais 300 protestos que terão lugar em várias cidades norte-americanas e também fora do país.

Ao mesmo tempo, grupos de artistas pretendem fazer uma "greve da arte", para que os museus estejam encerrados na próxima sexta-feira. O objetivo é "combater a normalização do trumpismo".

As ameaças aos imigrantes

Entretanto, neste sábado tiveram lugar vários protestos contra xenofobia e os candidatos de extrema-direita que integram a nova administração norte-americana.

A iniciativa decorreu em cinquenta cidades do país e expressou o seu apoio aos direitos dos imigrantes e direitos civis, revelou o jornal “Observador”.

Gustavo Torres, diretor executivo da organização Casa de Maryland afirmou: “Estamos aqui para proteger os imigrantes e as suas comunidades que tanto contribuem para este país. Não vamos permitir que o medo, o racismo e a intimidação triunfem”.

Entre as principais reivindicações pretende-se evitar a deportação dos jovens indocumentados, caso Donald Trump altere as medidas implementadas por Barack Obama e que têm como objetivo evitar que sejam deportados para os seus países, abrindo-lhes a possibilidade de trabalharem no país

“Este é o nosso lugar. Como imigrantes damos muito para este país. Os nossos pais trouxeram-nos muito pequenos e este é também o país dos nossos pais”, disse Mónica Camacho uma imigrante indocumentada, citada pela agência EFE.

A comunidade “tem medo, está assustada, mas isso não nos fará parar”, sublinhou.

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