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"Domingo é sorriso nos lábios, coragem no voto e vermelho em Belém"

Marisa encerrou a campanha em Coimbra com apelos ao voto em nome da igualdade, do reforço do SNS, do fim da precariedade e da luta contra as alterações climáticas. E disse estar certa de que “se toda a esquerda for votar, a solidariedade vence o ódio, o medo e o insulto”.
Marisa Matias encerrou esta noite a sua campanha presidencial na cidade de Coimbra.
Marisa Matias encerrou esta noite a sua campanha presidencial na cidade de Coimbra. Fotografia de Ana Mendes.

“Foi aqui, no Convento de São Francisco, que António Arnaut e João Semedo lançaram a proposta da Lei de Bases de Saúde para salvar o SNS”, lembrou a candidata no início do comício virtual de encerramento da campanha a partir de Coimbra. Marisa Matias deixou o seu apelo final ao voto no domingo: “Nada está decidido. O que decide é o voto no domingo. O voto pelo SNS, o voto contra a precariedade, o voto pela igualdade entre homens e mulheres, o voto pelo futuro. Se toda a esquerda for votar, conseguimos. E eu sei que vamos conseguir. Eu sei que domingo é sorriso nos lábios, coragem no voto e vermelho em Belém”, afirmou a candidata.

“Já percebemos que a campanha virou. Houve muita gente que quis fazer desta campanha a campanha do insulto. Mas a solidariedade está a ganhar. Se toda a esquerda for votar, a solidariedade vence o ódio, o medo e o insulto”, prosseguiu Marisa Matias, depois de agradecer a “forma entusiástica” como foi recebida na campanha pelas pessoas que reconheceram nela “um espaço para lutar pela igualdade” e onde “nenhuma luta foi esquecida”.

Numa altura em que a pandemia fustiga o país da forma mais severa desde o início, “como um vento de inverno numa noite escura”, Marisa trouxe palavras de esperança na “primavera que há de chegar e, como cantou o Sérgio Godinho, ‘vão ser tantos os abraços que não vão chegar os braços’”.

Mas agora, acrescentou, é o momento de dar força nas urnas à defesa do SNS, garantindo as contratações e a mobilização dos recursos necessários. “Neste domingo, votemos para atrapalhar as negociatas e garantir um SNS público, universal e gratuito. O SNS que aqui, neste mesmo espaço, João Semedo e António Arnaut tanto defenderam”, acrescentou, prometendo nunca baixar os braços nesse combate político.

O apelo ao voto incluiu outras emergências do nosso tempo, a que não será alheia a ação de quem estiver nos próximos cinco anos no Palácio de Belém: a da crise climática, que “é o desafio das nossas vidas” e a da precariedade no trabalho e na habitação, para responder a uma geração com “pressa de mudar de vida e ter os seus direitos respeitados”.

Mas o voto no domingo será igualmente um voto pela igualdade, acredita Marisa Matias, com a força das mulheres que não se resignam à desigualdade e à violência e de todos os que querem derrotar o preconceito e o ódio. “Prometi que ia enfrentar o medo e assim o fiz durante a campanha, assim o faço todos os dias da minha vida, e assim continuarei a fazer”, assegurou.

Tiago Rodrigues: “Nestas eleições trava-se uma batalha pela preservação dos direitos democráticos"

Numa mensagem feita à distância, o mandatário da campanha, Tiago Rodrigues, encerrou o comício lembrando a luta daqueles que lutaram e sofreram para que todas as mulheres exerçam o seu direito ao voto, evocando Carolina Beatriz Ângelo e os movimentos sufragista, antifascista e feminista portugueses. É com esses movimentos em mente, explicou, que deveremos ir votar, “sobretudo nestas eleições, porque nestas eleições está em causa a democracia”.

“Nestas eleições trava-se uma batalha pela preservação dos direitos democráticos que o 25 de abril conquistou. O ódio, a mentira, a vigarice, o racismo e o sexismo deram as mãos e ganharam uma forma abjeta no movimento de extrema direita.”

Não votar “é virar as costas a uma das lutas mais importantes do nosso tempo”. É também através do voto no dia 24 de janeiro que os democratas do país afirmarão que não irão deixar “que nos roubem a liberdade, a justiça, a solidariedade, a democracia pela qual tantas e tantos morreram, sofreram e lutaram”.
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