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Doença de Huntington: deputados recomendam alargamento da PMA

A recomendação proposta pelo Bloco para assegurar três tentativas de gravidez com recurso à procriação medicamente assistida foi aprovada esta sexta-feira.

O projeto de resolução do Bloco foi aprovado com a abstenção do CDS e visa permitir que os portadores da Doença de Huntington, que têm uma probabilidade de 50% de transmitir a doença ao filho ou filha, possam efetuar três diagnósticos genéticos pré-implantação (DGPI), à semelhança do que acontece nos casos de infertilidade. Atualmente, só lhes é permitido efetuar duas tentativas para se assegurarem que os filhos nasçam sem doenças hereditárias.

O projeto de resolução chama ainda a atenção para o elevado tempo de espera para acesso ao DGPI, com casos de 18 meses até iniciarem o primeiro ciclo de tratamento, o que o Bloco considera “exorbitante”.

Para além da redução do tempo de espera, a resolução aprovada insiste na necessidade de promover e divulgar informação sobre a Doença de Huntington  junto dos cuidados de saúde primários de modo a facilitar o atempado diagnóstico da doença e o alargamento do número de  centros de procriação medicamente assistida no SNS onde se realizam os DGPI.

Também esta sexta-feira, o parlamento aprovou outros dois projetos de resolução apresentados pelo Bloco na área da Saúde: o que apela ao reforço de verbas para a ala pediátrica do Hospital de S. João foi aprovado por unanimidade; e o que defende o reforço de meios humanos para o INEM foi aprovado com a abstenção do PS.

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