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Dirigentes palestinanos recusam plano de Kushner

O plano da Casa Branca promete investir 25 mil milhões nos territórios da Palestina. O Hamas diz que “a Palestina não está à venda” e a OLP insiste que a solução do conflito passa pelo fim da ocupação israelita.
Jared Kushner
Jared Kushner. Foto Dominique A. Pineiro/Chairman of the Joint Chiefs of Staff/flickr

Logo após a tomada de posse do seu sogro como presidente dos Estados Unidos, Jared Kushner assumiu a tarefa de preparar um plano para acabar com o conflito israelo-palestiniano. Kushner chama-lhe a “oportunidade do século” e vai apresentar a vertente económica do plano esta semana numa conferência no Bahrain.

Segundo a agência Reuters, os EUA pretendem criar um fundo de investimento global para financiar investimento em infraestruturas e vários setores de atividade, anum montante avaliado em 50 mil milhões de dólares ao longo de dez anos.

Metade deste valor seria aplicado nos territórios da Palestina, como a criação de um corredor de transporte entre Gaza e a Cisjordânia. Outros projetos de investimento seriam destinados aos países vizinhos do Líbano, Egito e Jordânia. Ao todo, o plano propõe uma lista de 179 projetos de investimento.

Para a dirigente da OLP Hanan Ashrawi, o fim do conflito exige uma solução política para acabar com a ocupação israelita e o que se sabe até agora do plano Kushner não passa de uma mão cheia de “promessas abstratas”. Tanto a OLP como a Autoridade Palestiniana estarão ausentes da conferência onde o plano será apresentado.

“Se estão assim tão preocupados com a economia da Palestina, então podiam começar por levantar o bloqueio a Gaza, impedir Israel de roubar o nosso dinheiro e os nossos recursos e abrir as nossas águas territoriais, o nosso espaço aéreo e as nossas fronteiras para podermos importar e exportar livremente”, afirmou Ashrawi à agência Reuters.

Referindo-se à designação dada por Kushner a esta parte do plano - “Paz para a prosperidade” - a dirigente da OLP lembrou que “não pode haver prosperidade com a ocupação”.

Do lado do Hamas, em Gaza, a reação é peremtória: “A Palestina não está à venda”, diz Ismail Rudwan. “Rejeitamos o ‘negócio do século’ em todas as suas dimensões, económicas, políticas e de segurança”, afirmou o dirigente do Hamas à Reuters.

“A questão para os palestinianos é patriótica, somos um povo que se tenta libertar da ocupação. A Palestina nao está à venda, não pode servir de moeda de troca. A Palestina é terra sagrada e não há outra escolha para a ocupação senão ir embora”, concluiu Rudwan.

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