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Direito de resposta: "História de um oligarca russo e do seu sócio português"

Por efeito de deliberação do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, republicamos o direito de resposta enviado por Markos Leivikov respeitante ao artigo de Mariana Mortágua publicado a 4 de março de 2022.

Por efeito de deliberação do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, republicamos - sem a nota final da autora que o acompanhava na versão publicada a 13 de março de 2022 - o seguinte direito de resposta enviado por Markos Leivikov respeitante ao artigo "História de um oligarca russo e do seu sócio português", assinado por Mariana Mortágua e publicado a 4 de março de 2022.


MARKOS LEIVIKOV NÃO É OLIGARCA NEM FINANCIOU PUTIN

1. Não irei aqui discutir todo o conjunto de falsas acusações proferidas por Mariana Mortágua. Tais falsidades serão discutidas em tribunal. Em todo o caso, não posso, desde já, deixar de comentar algumas das afirmações, repondo a verdade.

2. As afirmações da deputada Mariana Mortágua que me identificam como "oligarca russo", "produto do governo de Putin", são fantasiosas e falsas.

3. Enquanto tive negócios na Rússia, nunca tive qualquer envolvimento político, nunca financiei qualquer partido político, e não tive, nem tenho, qualquer associação política com pessoas próximas do regime de Putin.

4. Fundei a Flugraph em 2008 para investir em Portugal e esse investimento vem sendo feito desde essa altura, sendo que apenas conheci o Sr. Marco Galinha em 2020.

5. Se a deputada Mariana Mortágua tivesse investigado, como diz que o fez, saberia que o Sr. Sergei Veinstein fazia parte do partido de oposição a Putin e não era "próximo" deste.

6. Nunca fui parceiro do Governador Boris Dubrosky ou do seu filho Alexander, quem, de resto, nunca conheci.

7. Não impendem sobre o Sr. Karamanov quaisquer acusações ou investigações criminais. O mesmo foi ilibado da prática de qualquer facto ilícito, como comprovado por despacho das autoridades competentes.

8. Nunca financei o partido de Vladimir Putin ou qualquer instituição política.

9. A Sra. Maria Sechina não é, nem nunca foi, minha sócia.

10. As investigações sobre a empresa de energia referem-se aos adquirentes das ações da sociedade em 2016, e a período em que já não era acionista da mesma, existindo provas oficiais da minha total inocência nos problemas ocorridos após a transmissão das ações.

11. Não sou e nunca fui identificado pelas listas oficiais como "oligarca russo", não sou, como se afirma, um produto do governo de Putin. A minha atividade empresarial tem mais de 35 anos e nunca teve qualquer envolvimento político.

12. Sou sócio de empresas portuguesas, onde investi há mais de 15 anos, criando emprego e sempre suportei causas sociais e culturais, patrocinando artistas e organizando exposições, festivais, concertos em Portugal, Áustria, França, Japão e Inglaterra. Suporto artistas portugueses há muitos anos, tal como o revela, entre muitas ações de mecenato, o Festival "Tradição e Modernidade", realizado em Lisboa em 2014 e 2015.

13. Sempre fui um patrono da cultura e de associações humanitárias e de caridade, defensor dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana, tendo-me sido atribuído a medalha da Unesco "Dialogue of Cultures".

14. Sempre me manifestei contra qualquer guerra e, tendo raízes familiares em Kharkiv, o artigo não só afeta o meu bom nome e reputação, mas causa-me dor e sofrimento pelas insinuações que são feitas a meu propósito. Durante toda a minha vida, opus-me a ações militares e sempre procurei demonstrar que a melhor "arma" dos povos é a cultura. Uma cultura de comunicação entre pessoas, nações e países. Uma cultura de integração, interação e amizade a todos os níveis.

15. Sou sogro do Sr. Marco Galinha, não tenho qualquer sociedade com o mesmo em negócios de media e rejeito qualquer tentativa de manipulação, aproveitamento político e exposição pública deturpada das relações que mantenho com o meu genro.

16. Questiono os leitores sobre o motivo pelo qual a reportagem foi publicada agora nestes tempos difíceis para a Ucrânia, Rússia, Europa e todo o mundo. Será porque há pessoas que se querem autopromover, incitar à discriminação ética para apenas perseguir os seus objetivos egoístas?

17. Hoje, importa decidir quem realmente quer prosperidade e paz para as nossas crianças. Importa decidir o certo do errado, o bom do mau, amigos e inimigos, guerra e paz.

18. Os fins não justificam os meios e a verdade, como se diz em Portugal, é como o azeite: virá sempre ao de cima.

Markos Leivikov


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