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“Direita falhou em toda a linha nas previsões e na política”

Catarina Martins afirmou no Funchal que os números da execução orçamental voltaram a mostrar que “é possível uma política que recupera rendimentos, em vez de cortes”.
Foto Fernando Veludo/Lusa

A coordenadora do Bloco esteve presente esta segunda-feira na cerimónia de abertura do Espaço Paulo Martins, no Funchal, que irá acolher atividades, conferências, debates ou outros eventos que promovam o exercício da cidadania ativa e da cultura. E citou o histórico dirigente da UDP/Madeira e do Bloco de Esquerda na Região ao afirmar que continua a ser urgente “contestar a estúpida austeridade” e lutar por “uma reestruturação da dívida pública que crie emprego, que permita o investimento público no país e com isso faça futuro”.

Reagindo à divulgação dos números da execução orçamental, que viu cair o défice em 81 milhões de euros face ao mesmo período de 2015, Catarina Martins realçou o fracasso das previsões feitas há poucos meses pelo líder do PSD. “O diabo afinal não chegou em setembro”, afirmou Catarina, usando a expressão usada por Passos Coelho ao prever um falhanço das metas do atual governo. “O diabo é sempre a austeridade”, respondeu.

Para a coordenadora do Bloco, os números da execução orçamental vieram de novo comprovar “como a direita falha em toda a linha as suas previsões, depois de ter falhado em toda a linha a sua política”.

“Não deixa de ser relevante notar como os dados da execução orçamental mostram uma redução do défice grande e por isso como é possível uma política que recupera rendimentos, em vez de cortes”, prosseguiu Catarina, sublinhando ainda “como continua ser um problema para Portugal o investimento, o peso da dívida pública”.

O fraco investimento registado este ano é um sinal de que “não chega uma pequena recuperação ou controlar as contas públicas”, pois é necessário “criar emprego para que todas as pessoas possam ter uma vida digna no país”, concluiu Catarina Martins.

Défice diminui 81 milhões até agosto em relação ao mesmo período de 2015

Os números divulgados pelo Ministério das Finanças indicam que o défice até agosto atingiu 3990 milhões de euros, o que representa 72.6% do previsto para 2016. No mesmo período do ano passado, o défice era superior em 81 milhões, representando 85.7% da meta do governo PSD/CDS.

Este ano a receita aumentou 1.3%, um crescimento superior ao da despesa até agosto, que foi de 1%. O governo aponta que “a melhoria do saldo das Administrações Públicas resultou do aumento dos excedentes da Segurança Social (em 222 milhões de euros) e da Administração Regional e Local (em 317 milhões de euros)”.

As contribuições para a Segurança Social e o aumento dos impostos indiretos são apontados como fundamentais para o aumento  de 621 milhões de euros registado na receita dos cofres públicos. No que toca à despesa, a subida de 541 milhões “reflete sobretudo o acréscimo das despesas com pessoal, dos encargos com os juros da dívida do Estado e da despesa com prestações sociais (com exceção das prestações de desemprego, que diminuíram), parcialmente compensado pelo decréscimo registado na despesa com subsídios à formação profissional e nas aquisições de bens e serviços correntes e de capital”, acrescenta a nota da Direção Geral do Orçamento, citada pela agência Lusa.

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